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29 de janeiro de 2022
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Com informações da Folha de S. Paulo

SÃO PAULO – Setores de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) voltam às ruas nesta sábado (19) para uma nova manifestação nacional pelo impeachment, por mais vacinas contra a Covid-19 e por auxílio emergencial, menos de um mês após os atos de 29 de maio, que atraíram milhares de pessoas.

Animados com a participação popular e a repercussão política da rodada anterior, organizadores preveem volume maior de participantes. A quantidade de organizações que endossam a realização dos protestos e o número de cidades com atividades programadas cresceram em relação a maio.

Até essa sexta-feira, 18, estavam confirmados 457 atos em 386 cidades de todos os estados brasileiros, incluindo as 27 capitais. No exterior, a previsão era a de concentrações em 52 cidades, em países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Portugal, Itália, Finlândia e Argentina.

No mês passado, segundo a coordenação, houve no total 227 atos, distribuídos em 210 cidades no Brasil e 14 cidades no exterior —algumas, assim como ocorrerá agora, tiveram mais de uma atividade.

As manifestações são convocadas e apoiadas por movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais, entidades estudantis, torcidas organizadas e grupos envolvidos em causas como feminismo e antirracismo. A organização está centralizada no fórum Campanha Nacional Fora, Bolsonaro.

A recomendação é que os manifestantes usem máscara (preferencialmente do tipo PFF2), se possível levem máscaras para doação, carreguem álcool em gel e mantenham o distanciamento social. Nos protestos de maio, as orientações foram seguidas, mas houve registros de aglomerações.

Atos contra Bolsonaro

A Campanha Fora, Bolsonaro é composta por frentes como a Povo sem Medo, a Brasil Popular e a Coalização Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Central de Movimentos Populares (CMP) e Uneafro Brasil.

Partidos de esquerda como PT, Psol e PC do B também integram a campanha. O PT, que apoiou com mais afinco na véspera o ato anterior, desta vez decidiu entrar para valer na mobilização.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que avalia comparecer, mas a tendência é que ele não vá. O envolvimento dele no assunto tinha sido discreto em maio e assim continuou até meados desta semana, quando se pronunciou em suas redes sociais sobre a possibilidade de ir.

Segundo a coluna Painel, da Folha, entre as preocupações de Lula estão as aglomerações que poderia gerar e a incerteza a respeito das condições de sua segurança individual. Ele já recebeu duas doses de vacina contra a Covid-19, mas ainda assim existe a possibilidade de contaminação.