19 de setembro de 2020

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Luciana Bezerra – Da Revista Cenarium

MANAUS – O Museu da Amazônia (Musa) é uma opção turística para quem deseja fazer uma aventura na selva, sem sair de Manaus. Aliás, a capital do Amazonas, banhada pelos rios Negro e Solimões com um povo gentil e hospitaleiro, tem a natureza a seu favor e a maior floresta tropical do mundo aos seus pés, quer dizer ao seu dispor. Aqui, tem roteiros para todos os gostos, bolsos e disposição.

Converse com qualquer manauara e logo ele vai querer te apresentar o Teatro Amazonas, a Ponta Negra, o Largo São Sebastião, o Musa, a variedade de peixes e pratos regionais, as cachoeiras de Presidente Figueiredo e, por aí vai. Parafraseando o violonista concertista, pianista, compositor e poeta, natural de Maués, Júlio Hatchwell – ‘Quem vem passear em Manaus quer ficar, quem vive em Manaus ama esse lugar’.

O clima, modéstia à parte, é outra característica peculiar da cidade. Há quem diga que em pleno verão amazônico – período que vai de junho a novembro, 30 graus na sombra, é frio. O calor é tanto que Manaus é apresentada pelos moradores como a capital do mormaço. Contudo, os turistas que buscam a Amazônia, só pensam numa coisa: contato com a floresta, pássaros, árvores centenárias e exuberantes. Todavia, nem todos os visitantes têm a oportunidade de usufruir de um roteiro de aventura pela imensidão verde da floresta.

Mas nem tudo está perdido. Se você está de passagem ou tem poucos dias na cidade, a dica é visitar o Musa, localizado na Zona Norte de Manaus e a cerca de 45 minutos de carro, da área central da cidade.

Musa e suas atividades

O Musa é o maior fragmento de floresta primária dentro de uma área urbana do País e que atrai turistas do mundo todo interessados em conhecer a mata de perto e sentir um pouco da aventura que a Floresta Amazônica proporciona, sem claro, abrir mão do conforto da cidade.

A entrada do museu localizado no coração da cidade (Vanessa Gama/Divulgação Musa)

Entre as atividades, estão a visita guiada na floresta, a subida na torre de observação, o lago de vitórias-régias, o aquário de peixes amazônicos e o serpentário. No local é possível ainda ver de perto árvores centenárias como o angelim-pedra, com 45 metros de altura (pode chegar a 65 metros), com idade estimada em cerca de 600 anos – a única árvore concorrente é a samaúma (ou sumaúma), considerada o símbolo da Amazônia e que pode chegar até 75 metros.

Entretanto, a subida na torre é o ponto principal desta aventura. São 42 metros de altura, 242 degraus e uma minitrilha com insetos e animais peçonhentos. Porém, compensada quando se chega ao ponto mais alto, com uma paisagem fantástica da cidade de Manaus e do majestoso verde da floresta.

Do alto, o turista vai apreciar o visual com os olhos de pássaros e passar o tempo que quiser deleitando-se com inúmeros tons de verdes exibidos pelas árvores. Além, de ver o baile dos tucanos, araras e outras diversidades de pássaros que habitam a região.

O visitante vai percorrer algumas trilhas para chegar até atrações do museu (Vanessa Gama/Divulgação Musa)

A sugestão é subir a torre devagar, sem pressa e, acompanhar a altura das árvores passo a passo, são duas plataformas até o topo principal da estrutura de aço, que comporta aproximadamente 30 pessoas ao mesmo tempo. A torre convida o visitante também a observar o nascer do sol, às seis horas da manhã, o pôr do sol, de 17h30 às 18h30, conforme a época do ano. Ou ainda, contemplar o panorama noturno do céu da Amazônia repleto de estrelas, como faz vez ou outra, o grupo de astrônomos e amadores da atração.

De acordo com a funcionária pública Georgiana Pires, amazonense e pela primeira vez no museu, é um roteiro diferente. “O Musa é uma das melhores atrações sem sair da cidade para quem quer vivenciar uma experiência na Floresta Amazônica. Apesar de moradora, sempre adiei esta visita. Mas hoje decidi vir e trazer minha filha para curtir o Musa”.

Já para o engenheiro paulista Paulo Grant, é uma oportunidade de conhecer a floresta para quem vem a trabalho, sem sair da cidade. “Minha primeira vez em Manaus. Vim a trabalho. Como cheguei à noite, infelizmente não pude ver a floresta de cima e quando soube do museu, nem pensei, corri para cá, pois estou voltando para São Paulo hoje à noite. Agora vou poder dizer para todos que conheci um pedaço da selva amazônica de perto, porque na selva de concreto eu convivo diariamente”, brinca Grant com semblante de felicidade.  

O Início

Criado em 2009, o museu ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, área de mata nativa, que vem sendo estudada há mais de 60 anos por pesquisadores. No mesmo espaço, o museu convive harmonicamente, desde 2002, com o Jardim Botânico, que leva o nome da reserva e, que veio agregar algumas áreas de intervenção humana voltados para pesquisas. Com atividades como: o viveiro de orquídeas e bromélias, laboratório experimental de borboletas e exposições sobre a cultura indígena e a diversidade répteis, insetos e animais comuns na região.

Segundo o diretor do museu, Ennio Candotti, o espaço é um diferencial dentre as atrações turísticas da região. “O Musa é um museu vivo, um teatro-floresta onde podemos ver os atores, as plantas, os pássaros e os insetos representar o jogo da vida, lá onde nascem se transformam e multiplicam. E o Musa propõe que essa área de preservação seja conhecida pelas pessoas, pois essa é a melhor forma de preservar a floresta”.

Candotti destacou também que o Musa recebe cerca de cinco mil pessoas por mês.

Museu da Amazônia

Horários: abre todos os dias (exceto às quartas-feiras que é dia de manutenção) de 8h30 às 16h.
Endereço: Avenida Margarida s/nº – bairro Cidade de Deus, Manaus
Ingressos: são vendidos na bilheteria do museu. Estudantes e idosos pagam meia; e para crianças até 5 anos é gratuito. Já os moradores de Manaus devem levar um comprovante de residência impresso e nominal acompanhado de um documento oficial com foto para ter direito à meia-entrada.
Contatos: (92) 99280.4205 ou www.museudaamazonia.org.br

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