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25 de julho de 2021
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“Se você fica neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor” – Desmond Tutu

Hoje eu quero falar de um assunto muito importante: a liberdade de expressão. O tema sugerido tem previsão na Constituição Federal de 1988, no seu artigo 5°, que prevê a inviolabilidade dos direitos básicos do cidadão, entre eles a liberdade de expressão.

Os últimos acontecimentos no país têm motivado as pessoas a se posicionarem, inclusive artistas têm levantado opiniões sobre política. Muitas delas têm causado polêmica, cancelamentos e disseminação de discursos de ódio.  Mas é necessário salientar que o direito assegurado pela constituição é universal e exequível para todos, existindo limites para as manifestações de opiniões e ideias para não comprometer a dignidade, a honra, a liberdade de crença ou quaisquer regalias garantidas pela lei.

Um dos principais motivos de conflito nas redes sociais tem sido utilizar a capacidade de expressão para atacar, difamar e caluniar terceiros. A prática ficou mais frequente a partir das últimas eleições gerais com a evidente guerra digital de polarização de ideologias entre a esquerda e a direita.

Divergências de opiniões são saudáveis e necessárias a democracia. Afinal, cada cidadão defende um interesse. Embora a internet alimente o debate e as manifestações de ideias é preciso compreender que ter um posicionamento político é algo que deve ser feito sempre, não apenas durante as eleições. Se posicionar politicamente significa apontar decisões, sugestões que impactem a coletividade, ou então ficaremos omissos a cobranças daqueles que escolhemos para nos representar.

Estamos enfrentando uma pandemia. Um momento difícil e delicado para a humanidade, marcado por muitas perdas e reflexões sobre o futuro. Tudo isso provoca questionamentos e posturas que muitas vezes ficamos retraídos em expor por medo, por vergonha, por insegurança ou até mesmo por opinião alheia. Com isso, acabamos perdendo a chance de nos posicionar, de exigir o que de fato é nosso direito.

As tomadas de decisões dos nossos gestores nos dão uma grande oportunidade para praticarmos a empatia. Não é porque está bom para mim que eu vou me acomodar e me acovardar em me posicionar pelo outro que está sofrendo devido às novas imposições. Todos, sem exceção, precisamos e devemos como cidadãos deixar claro nossas opiniões e não ter medo de falar. As nossas ideias são necessárias para que uma decisão ou uma resolução possam acontecer.

Quando ficamos “em cima do muro”, entregamos ao outro nosso poder de decidir e escolher. E isso é muito sério. A sociedade é formada por todos nós e as decisões devem ser tomadas pensando no coletivo. E quando não participamos, nem que seja expondo a opinião ficamos à mercê de decisões arbitrárias, truculentas e unilaterais.

Portanto, não tenha medo de se posicionar, a democracia nos permite isso. Ser politizado é fundamental para exercermos a nossa cidadania, sugerindo e cobrando para nos mantermos na qualidade de cidadãos que têm diretos e deveres dentro do estado em que vivemos. Que tal começar agora a expor a sua opinião sobre o fundão eleitoral?

(*) A autora é jornalista, especializada em comunicação política e jurídica. Ativista pelo Direito das Mulheres e combate às desigualdades. Bacharela em Direito

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