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25 de setembro de 2021
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Com informações do O Globo

RIO DE JANEIRO – Embora tenham aumentado em quase todas as faixas etárias ao longo de sete meses de 2021, as mortes por Covid-19 no Brasil cresceram mais entre grupos que geralmente estão no auge da carreira profissional, quando comparadas ao número de vítimas da doença em todo o ano passado.

Os óbitos de adultos com idades entre 30 a 49 anos em decorrência ou por suspeita da doença mais que triplicaram nesse período, segundo levantamento feito pela Época, baseado no portal da transparência de registro civil, com dados de todos os cartórios brasileiros.

O número de vítimas da doença também foi maior que o dobro em outras duas faixas etárias levando em conta o mesmo período. Adultos entre 50 a 59 anos morreram 170,5% a mais, enquanto aqueles de 20 a 29 anos, 152,4%. A partir dos 60 anos, a alta começa a ser bem menor, o que atesta o impacto da vacinação nesses grupos. Entre os acima de 90 anos, houve queda na quantidade de mortes.

Especialistas apontam que o cenário é reflexo do recrudescimento da pandemia, que atingiu sua fase mais crítica no último semestre e, consequentemente, da falta de acesso ao sistema de saúde em meio a seu colapso. Segundo eles, apesar da alta generalizada de mortes, o impacto foi menor em idosos devido à vacinação, já que este grupo foi o primeiro a ser imunizado.

A faixa etária em que se observou aumento mais significativo foi a de 30 a 39 anos, cujos óbitos por Covid-19 cresceram 219,2% até o último dia 23. Entre 40 a 49 anos, o salto foi de 207% no mesmo período comparado com os números contabilizados desde março do ano passado, quando foi registrada a primeira morte por coronavírus no Brasil. Juntos, esses grupos correspondem a pouco menos de um terço dos habitantes do País e integram a população economicamente ativa (PEA), que vai dos 15 aos 65 anos, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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