Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
2 de dezembro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml
Carolina Givoni – Da Revista Cenarium

MANAUS – Transformadas em símbolo de resistência e luta indígena, as bonecas de pano criadas pela plástica e nutricionista We’e’ena Tikuna, 33 anos, da Terra Indígena Tikuna Umariaçu, região do Alto Rio Solimões, no Amazonas, ganharam repercussão nacional após a publicação da matéria intimista da CENARIUM. A Folha de São Paulo exibiu, em maio deste ano, hábitos e costumes da produção artística.

Texto também disponível em formato digital, no endereço eletrônico da Folha. (Reprodução/Folha de São Paulo)

Na publicação do veículo de comunicação paulista, We’e’ena detalhou o conceito de educar as crianças acerca das outras culturas, e de como nasceram, em dezembro de 2020, as miniWe’e’ena Tikuna, as bonecas com o intuito de fortalecer a causa indígena, como uma forma de representar a “verdadeira história” desses povos.

Versão impressa da Folha de São Paulo publicada em 24 de maio de 2021 (Reprodução/Folha de São Paulo)

A reportagem também destaca o empreendedorismo da artista plástica, que também é uma influenciadora digital, com mais de 105 mil seguidores no Instagram e 93 mil inscritos no seu canal do YouTube e possui uma marca de roupas.

“We’e’ena, cujo nome significa “a onça que nada para o outro lado do rio”, saiu da Terra Indígena Tikuna, no Alto Solimões, Amazonas, no início da adolescência. A família se mudou para Manaus, para que ela e seus cinco irmãos tivessem mais acesso aos estudos”, diz trecho da matéria.

À CENARIUM, a Tikuna detalhou como surgiu a ideia de produzir as bonecas indígenas. “Pensei que todos gostavam das minhas outras peças, mas elas eram de exclusividade dos adultos. Abracei a ideia como uma forma de representar a nossa verdadeira história. Como um instrumento de fortalecimento da causa indígena, para que os pais tenham a oportunidade de educar seus filhos ensinando mais sobre a nossa cultura, de que não existem apenas bonecas brancas e magras. Não são apenas bonecas de pano. Elas carregam uma história de resistência”, salientou We’e’ena.