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18 de maio de 2021

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Com informações do O Globo

PARIS – O governo da França anunciou, neste sábado, um aumento das restrições para viajantes que passaram pelo Brasil, pela Argentina, pelo Chile pela África do Sul. A medida, anunciou o Palácio do Eliseu, deve-se à preocupação crescente com as variantes da Covid-19, mais contagiosas e possivelmente mais letais.

O anúncio vem quatro dias depois Paris anunciar a suspensão de todos os voos que tenham como origem ou destino o Brasil. Passageiros oriundos do território nacional já precisavam se comprometer a cumprir uma quarentena de sete dias ao chegarem na França, bem como um teste PCR ao final do período. Agora, deverão cumprir uma quarentena obrigatória de dez dias.

A nova diretriz, anunciada pelo escritório do premier Jean Castex, será implementada gradualmente até entrar em vigor por completo no dia 24. Ela também cria um novo sistema para verificar, antes do embarque e na chegada, que há um lugar adequado para a realização da quarentena.

O cumprimento das regras será ainda acompanhado por policiais e agentes sanitários e pelo endurecimento das multas caso a quarentena não seja respeitada.

As novas regras também limitam ainda mais quais pessoas que estiveram nos últimos 14 dias no Brasil, na Argentina, no Chile e na África do Sul poderão ingressar no território francês. Agora, a entrada será restrita a franceses e parentes diretos, além de outros cidadãos da União Europeia que residam na França.

Para embarcarem, precisarão mostrar um teste PCR negativo realizado até 36 horas antes do voo — o prazo anterior era de 72 horas. Um segundo teste será realizado no desembarque, disse ainda o governo francês. As regras também afetarão passageiros procedentes da Guiana Francesa.

Apesar de terem suspendido os voos que têm como origem e destino o Brasil, Paris anunciou que manterá as linhas que fazem trechos com a Argentina, o Chile e a África do Sul. A decisão, afirmou o escritório de Castex, ocorre porque os países “não têm os mesmos níveis de Covid-19 observados no Brasil”.

 As novas medidas, disse o governo, deverão ser mantidas enquanto “a situação epidêmica se estabilize”.