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5 de dezembro de 2021
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Com informações do IstoÉ

O auxílio emergencial é possível e viável em 2021. É o que diz o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, em entrevista para o portal da IstoÉ Dinheiro. As centrais sindicais, incluindo a própria CUT, estão articulando com os postulantes à presidência da Câmara e Senado sobre uma possível extensão do benefício, que encerrou em dezembro do ano passado.

O primeiro passo para isso será uma articulação com os candidatos da Câmara, Arthur Lira e Baleia Rossi. E no Senado, com pelo menos 12 candidatos que estão se colocando na briga pela presidência da Casa.

“O auxílio emergencial não é caro e cabe no orçamento. Mais caro vai ser mergulhar o País na crise, quebrar as empresas e ver o caos social instalado no nosso País. Nós estamos pedindo essa reunião [com a Câmara e Senado] com urgência e estamos esperando que no início da semana que vem aconteça, pois não temos muito tempo. O auxílio é possível sim”, diz Nobre.

O presidente da CUT enxerga que outros países estão na mesma situação e têm amparado os mais vulneráveis. “O que virou um consenso é que se não fosse o auxílio emergencial, no ano que passou, haveria uma crise sem precedentes. Todos os países estão desenvolvendo um auxílio para quem está em situação vulnerável. Não tem nenhum país que está se deixando levar por teto de gastos porque estamos em uma situação muito atípica.”

As centrais sindicais estão propondo mais orçamento para diminuir a crise da pandemia, principalmente o auxílio para os mais vulneráveis e o auxílio para as micro e pequenas empresas. Caso contrário, o País passará por uma crise sem precedentes, diz Nobre.

“Na nossa avaliação, acabar com o auxílio emergencial [é um equívoco], com o desemprego do tamanho que está se desenhando. Nós vamos chegar a um terço da população desempregada. A população vai acabar em uma situação de insegurança e acabar invadindo supermercados. Coisa que vivemos no passado. Isso é muito grave. O governo não tem sensibilidade e nem competência”, critica o presidente da CUT.