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26 de novembro de 2021
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Com informações do O Globo

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou que por causa da pressão sofrida por ocupar a Presidência, chora sozinho no banheiro. Bolsonaro participou, na noite desta quinta-feira, 14, de um evento evangélico em Brasília. Em seu discurso, o presidente novamente citou as dificuldades do cargo e reclamou que é criticado quando o preço dos combustíveis aumenta. No mesmo discurso, Bolsonaro também disse que lamenta as mortes, mas que teve coragem de defender uma alternativa ao tratamento para Covid-19.

Bolsonaro voltou a criticar as medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores e disse que aqueles que deveriam “zelar pela Constituição” estariam atacando seus princípios. Segundo ele, as políticas adotadas para conter a Covid-19 foram um exemplo de como seria viver em um regime de exceção. Apesar disso, Bolsonaro disse que acredita ter tomado as decisões corretas na crise.

“Cada vez mais nós sabemos o que fazer, para onde devemos direcionar nossas forças. Quantas vezes eu choro sozinho no banheiro em casa? Minha esposa nunca viu. Ela acha que eu sou o machão dos machões. Em parte acho que tem razão até”, afirmou Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro discursa durante evento evangélico em Brasília (Foto: Reprodução/YouTube)

Mais cedo, o presidente já havia reclamado das críticas que sofre por causa do aumento de combustíveis e, como solução para deixar de ser criticado, disse que estudava a privatização da Petrobras. No evento, Bolsonaro destacou que, ao contrário do tempo em que era deputado, todas as decisões afetam a vida das pessoas.

“Eu não sou mais um deputado. Com todo respeito aos deputados, mas se ele errar um voto pode não influenciar em nada. Mas uma decisão minha mal tomada muita gente sofre, mexe na Bolsa, no dólar, no preço do combustível. Preço do combustível. Eu não mando na Petrobras. Agora, toda vez que aumenta o combustível, a culpa cai para mim. Agora, será que devemos privatizar a Petrobras ou não?”, afirmou.

Nesta quinta-feira, 15, mais uma vez, o presidente defendeu a utilização de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19. Além disso, Bolsonaro é investigado pela CPI da Covid em razão da atuação do governo federal no combate à pandemia. A expectativa é de que o presidente seja indiciado por mais de um crime.