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26 de janeiro de 2022
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Com informações do UOL

A judoca francesa Margaux Pinot, campeã olímpica em Tóquio-2020 no confronto por equipe mistas, usou suas redes sociais nesta quarta-feira para criticar a justiça francesa, que decidiu libertar Alain Schmitt, treinador e marido de Margaux, mesmo após ele agredir violentamente a atleta. Segundo o jornal francês L’Equipe, Alain Schmitt foi detido às 2h27 da manhã do último domingo, 28, enquanto ele estava indo ao aeroporto, após ligação do vizinho que ajudou Margaux a se refugiar.

Ele estava a caminho de Tel Aviv, cidade de Israel, para integrar a equipe da seleção feminina do país, de olho na preparação para Paris-2024. Segundo fontes policiais, ele apresentava sinais de embriaguez. Margaux recebeu inúmeras pancadas no rosto e teve o nariz quebrado. De acordo com a acusação do caso, a judoca ficou mais de oito dias na UTI. Veja a foto de como ficou o rosto dela (a imagem é forte):

MidiaNews | Campeã olímpica fica desfigurada após agressão do marido

Alain Schmitt foi medalhista de bronze no Mundial de Judô de 2013, na categoria até 81 quilos. Ele se tornou treinador já no final de sua carreira como judoca. Ele também foi campeão olímpico em Tóquio-2020 como treinador da França na disputa por equipes.

“Durante a noite de sábado para domingo, fui vítima de uma agressão em minha casa pelo meu companheiro e treinador. Fui insultada, levei socos e minha cabeça foi atingida no chão por várias vezes. Fui estrangulada. Achei que estava morta, mas consegui fugir para me refugiar com meus vizinhos, que imediatamente chamaram a polícia. Tenho vários ferimentos, incluindo um nariz quebrado e 10 dias de interrupção temporária do trabalho. Hoje a justiça decidiu libertá-lo. De que vale a defesa caluniosa contra minhas feridas e o sangue espalhado no chão do meu apartamento? O que estava faltando? Morte no final, talvez? Provavelmente foi o judô que me salvou. E meus pensamentos também estão com aqueles que não podem dizer o mesmo”, diz Margaux Pinot.

A judoca francesa Clarisse Agbegnenou, que fazia parte da equipe francesa do judô nas Olimpíadas de Tóquio, também se manifestou nas redes sociais. “Não tenho palavras para exprimir tudo o que se passa na minha cabeça e no meu corpo de mulher vendo o que aconteceu com a minha colega de equipe Maragux Pinot. Ainda mais chocada com a decisão do tribunal. O que é preciso para as sanções caiam, a morte?”, escreveu.