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25 de junho de 2021
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Com informações do G1

BRASÍLIA – A CPI da Covid chega nesta quinta-feira, 6, ao terceiro dia de depoimentos. Durante a sessão, serão ouvidos o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.

A comissão foi criada para apurar ações e omissões do governo federal no combate à pandemia e para fiscalizar a aplicação de recursos federais por Estados e municípios contra a Covid-19.

Nos últimos dias, a CPI ouviu os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Durante os depoimentos, Mandetta e Teich expuseram aos senadores as divergências que tiveram com o presidente Jair Bolsonaro sobre ações de combate à pandemia.

Depoentes desta quinta-feira, o ministro da Saúde e o presidente da Anvisa participarão da reunião da CPI na condição de testemunhas. Por isso, terão de se comprometer a dizer a verdade, sob o risco de incorrerem no crime de falso testemunho.

Compra e aprovação de vacinas

Assim como ocorreu com Mandetta e Teich, antes de começarem a responder às perguntas dos senadores, Queiroga e Barra Torres terão alguns minutos para fazer uma exposição inicial sobre o que fizeram em seus cargos.

Na sequência, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), fará as primeiras perguntas aos convocados. Depois, os demais senadores que se inscreverem terão, entre 15 a 20 minutos cada, para formular questões e obter respostas de Queiroga e Barra Torres.

Autor de um dos pedidos de convocação de Marcelo Queiroga, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) cobrará do ministro da Saúde esclarecimentos sobre elaboração de protocolos sobre isolamento social, compra de vacinas, emprego de medicamentos ineficazes e campanhas publicitárias, além de pedir avaliações sobre a postura do governo ao longo da crise de saúde provocada pelo coronavírus.

De acordo com o colunista do G1 Gerson Camarotti, Marcelo Queiroga prepara duas “boas notícias” para apresentar à CPI e, assim, enfrentar um clima menos hostil.

Ele quer anunciar um contrato de compra de mais 100 milhões de doses da vacina Pfizer. O segundo anúncio seria um protocolo de tratamento da Covid-19 que exclua a utilização da cloroquina, medicamento ineficaz contra o coronavírus. Esse protocolo, contudo, ainda depende de aval de Jair Bolsonaro.