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27 de novembro de 2021
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Folhapress

SÃO PAULO – Maioria expressiva dos brasileiros, 79%, defende algum tipo de punição para pessoas que violem regras de quarentena devido ao novo coronavírus no País. Desses, contudo, apenas 3% acham que prisão seria uma sanção aceitável. Já multas têm apoio de 33% e advertências verbais, de 43%. Isso é o que revela pesquisa feita pelo Datafolha na sexta-feira, 17, que ouviu por telefone 1.606 pessoas. Sua margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

Hoje, não há no País quarentena que impeça pessoas de ir à rua, apenas determinando o fechamento de comércio não essencial. Para 18% dos ouvidos pelo Datafolha, os governos não deveriam ter direitos sobre a circulação das pessoas. Outros 3% não souberam responder.

O apoio às multas é mais prevalente entre jovens de 16 a 24 anos e assalariados com carteira registrada, 48%. Já as advertências têm maior apoio entre os mais ricos (5 e 10 salários mínimos, 53%, e de 10 salários para cima, 51%).

Também é mais alta do que a média nacional, 51%, a parcela daqueles que concordam com esse tipo mais leve de punição na região Sul, reduto do bolsonarismo no país.

Na sexta, pesquisa Datafolha indicava uma estabilização da aprovação ao trabalho de Bolsonaro, que registrou 36% de ótimo e bom, ante 38% de ruim e péssimo. Já governadores tiveram seu trabalho aprovado por 54%.

O Datafolha indica constância na forma com que os brasileiros estão se cuidando ante a Covid-19, em relação à rodada anterior da pesquisa, feita de 1º a 3 de abril. Dizem que vivem a vida como antes apenas 4% dos ouvidos, mesmo índice apurado há duas semanas.

Entre os que se cuidam, mas ainda saem de suas casas eventualmente para trabalhar, o índice oscilou de 24% para 26%. Já entre os que só saem quando é inevitável oscilaram negativamente, de 54% para 50%, enquanto os que se isolaram totalmente oscilaram para cima, de 18% a 21%.

A pesquisa mostra uma tendência de alta, ainda dentro da margem de erro, na percepção de que os brasileiros estão se preocupando menos do que deveriam com a pandemia.

No primeiro levantamento, de 18 a 20 de março, 44% achavam isso. No de 1º a 3 de abril, eram 46%, e agora, 49%.

Enquanto isso, ficou estável a avaliação de que a preocupação é excessiva e caiu, no limite da margem, aqueles que acreditam que ela está na medida certa (34% a 33% a 27%, respectivamente).