Em reunião na ONU, Brasil pede retirada de tropas na fronteira da Ucrânia

Com informações da CNN

SÂO PAULO – O Conselho de Segurança da ONU – órgão mais importante da entidade – se reuniu, na noite de segunda-feira, 21, de forma emergencial, para discutir a escalada da crise na Ucrânia. Desde janeiro de 2022, o Brasil ocupa uma cadeira, como um dos países eleitos para os cargos rotativos no Conselho.

Em uma fala de cerca de 3 minutos e meio, o embaixador Ronaldo Costa Filho disse que o Brasil acompanha com “preocupação extrema” as últimas notícias envolvendo a Ucrânia.

“O Brasil vem acompanhando os últimos acontecimentos com preocupação extrema. Nas atuais circunstâncias, nós, neste Conselho, em representação da comunidade internacional, devemos reiterar os apelos à imediata desescalada e nosso firme compromisso de apoiar os esforços políticos e diplomáticos para criar as condições para uma solução pacífica para esta crise”, pediu o embaixador.

Nesta segunda-feira, 21, o presidente russo Vladimir Putin reconheceu a independência de duas áreas, no leste ucraniano, e decretou o envio do exército russo para a região.

Costa Filho pediu a retirada das tropas e equipamentos militares que estão na fronteira entre os países.

“Um primeiro objetivo inevitável é um cessar-fogo imediato, com uma retirada abrangente de tropas e equipamentos militares em solo”, afirmou.

Além disso, ele reforçou um apelo para que as partes envolvidas na crise continuem dialogando com “espírito de abertura, compreensão, flexibilidade e senso de urgência pela paz”.

“Essa desmobilização militar será um passo importante para construir confiança entre as partes, fortalecer a diplomacia e buscar uma solução sustentável para a crise”, declarou o representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas.

“Acreditamos, firmemente, que este Conselho deve cumprir sua responsabilidade central de ajudar as partes a se engajarem em um diálogo significativo e eficaz para alcançar uma solução que aborde, efetivamente, as preocupações de segurança na região. Não se enganem. No final do dia, estamos falando sobre a vida de homens, mulheres e crianças inocentes em solo”, concluiu o diplomata.

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