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22 de outubro de 2021
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Com informações da assessoria

MANAUS – Cerca de 90% dos pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) necessitam de fisioterapia, tanto na modalidade respiratória quanto na motora. O suporte ajuda a prevenir a atrofia muscular, trombose intravenosa, embolia pulmonar, pneumonias e até a hipotensão ortostática (postural), além de restaurar a amplitude dos movimentos e evitar edemas, explica Renata Albuquerque Damasceno, fisioterapeuta do Programa ‘Ações que Resgatam’, desenvolvido pela Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas).

Durante a pandemia da Covid-19, que teve início no Brasil em 2020, a fisioterapia ganhou destaque na imprensa e na sociedade, por ter sido reconhecida como uma especialidade da saúde essencial à manutenção da vida e à recuperação de pacientes acometidos pelo novo coronavírus, o qual atinge fortemente o sistema respiratório, desde a sua fase inicial.

No caso da fisioterapia respiratória, a principal vantagem é a prevenção e o tratamento de inúmeras doenças que afetam o sistema respiratório. Entre elas, estão a asma, bronquite, insuficiência respiratória e a tuberculose. Mas, para pacientes com Covid-19, a fisioterapia é voltada à recuperação do ritmo respiratório normal, uma vez que a doença debilita o organismo, atingindo pulmões, musculatura, entre outras áreas do corpo humano. Assim, surge a dificuldade em respirar adequadamente.

Para a reabilitação, exercícios específicos acabam dando o suporte necessário para que o paciente respire bem e realize as chamadas trocas gasosas de forma adequada, promovendo, assim, a recuperação do indivíduo.

Terapia Intensiva e pós-alta

Renata Albuquerque Damasceno destaca que a fisioterapia é importante durante a internação em UTI e também no pós-alta, quando o paciente ainda permanece no âmbito hospitalar, mas recebe assistência em leitos clínicos. “Além disso, 80% dos pacientes com alta hospitalar seguem com indicação de continuidade da fisioterapia em domicílio, tanto a respiratória como a motora”, destacou.

Ela explica que a pandemia da Covid-19 levou parte dos pacientes a optarem por atendimento em domicílio, o que revelou certas dificuldades, uma vez que a fisioterapia depende, em parte, de aparelhos de suporte ao atendimento, como BiPaps e CPaps, muito utilizados por pessoas com problemas respiratórios pontuais ou permanentes.

“A principal diferença entre o tratamento hospitalar e o domiciliar é tempo de atendimento. Em casa, o tempo de terapia costuma ser mais curto, já que o paciente está em um ambiente conhecido, no qual se sente mais seguro. Esses fatores contribuem para o aumento da eficácia do tratamento de reabilitação”, destaca.

A fisioterapeuta reforça que o tempo e o número de sessões de fisioterapia vão depender da condição clínica de cada paciente, quais sequelas serão trabalhadas e a evolução do quadro. “A indicação é que o paciente siga o cronograma de terapias, para que assim, consiga ter uma boa reabilitação pulmonar, evitando possíveis complicações futuras”, concluiu Renata Albuquerque.