4 de março de 2021

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – A morte do cacique Fernando Rosa da Silva Katukina, de 56 anos, na madrugada desta segunda-feira, 1º, ocorreu após duas semanas da imunização com a Coronavac no município de Cruzeiro do Sul. À REVISTA CENARIUM, a porta-voz do governo acreano, Mirla Miranda, negou ligação do óbito com o imunizante.

Por meio de telefonema nesta terça-feira, 2, Mirla disse que o governo não irá comentar o assunto. Por meio de nota, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) disse ainda que o indígena lutava contra a diabete há 11 anos, associada ainda a um quadro de hipertensão e insuficiência cardíaca congestiva.

Na nota, ao lamentar o falecimento do cacique-geral do povo Nôke Koi, a Sesai disse que, por tal motivo, Fernando era acompanhado pela Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) e por especialistas. “Em nenhum momento foi constatada conexão entre a vacinação e seu óbito”, diz a nota.

Especulações

A Sesai escreveu ainda que a propagação de qualquer notícia especulativa em meio à vacinação contra Covid-19 dentro das comunidades indígenas pode ser considerada, no mínimo, irresponsável.

“O Cacique Fernando foi um líder em sua comunidade e lutou por saúde, educação e gestão dos territórios. A Sesai e o Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) Alto Rio Juruá acompanham a situação e lamentam profundamente a perda desta liderança, externam suas sinceras condolências e se solidarizam com os familiares, amigos e com todo o povo Nôke Kôi”, continua a pasta.

Coronavac

A Coronavac é o imunizante desenvolvido pela companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, no Brasil. Com vacinação iniciada no domingo, 17, no Hospital das Clínicas de São Paulo. No Acre, o cacique recebeu a primeira dose da vacina no dia 19 de janeiro.

No Amazonas, a morte de um idoso após receber a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 é investigada pela Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM). Um filho da vítima afirmou à CENARIUM que o idoso de 83 anos não possuía sintomas, assim como nenhum dos demais familiares que conviviam com o senhor.

Veja a nota na íntegra:

(Rprodução/SESAI)

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