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30 de julho de 2021
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Déborah Arruda – Da Revista Cenarium

MANAUS – O senador Omar Aziz negou a possibilidade de convocar a primeira-dama do País, Michelle Bolsonaro, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia nesta terça-feira, 13. A resposta veio após a divulgação de conversas entre o cabo da Polícia Militar Luiz Paulo Dominguetti, que teve o celular apreendido pela CPI, e um de seus contatos identificado como ‘’Rafael”, em uma negociação da venda de vacinas contra a Covid-19, onde o nome da primeira-dama foi citado.

Nas mensagens, divulgadas pela revista Crusoé, não ficou claro o envolvimento da primeira-dama nas negociações, porém Dominguette garantiu que se referia a Michelle Bolsonaro. “Michele (sic) está no circuito agora. Junto ao reverendo. Misericórdia”, escreve Domingueti. “Quem é? Michele Bolsonaro?”, questiona o “Rafael”. “Esposa sim”, responde.

Em seu perfil no Twitter, o presidente da CPI reiterou que não levará em consideração este fato, pois seria uma atitude precipitada, sendo necessário agir com responsabilidade para definir tal ação.

“O nome da primeira-dama Michelle Bolsonaro surgiu hoje citado por um investigado na CPI da Pandemia. Eu sei o quanto é fácil para os desonestos de plantão citarem familiares em processos de lobby para mostrar ‘intimidade’ com o poder e aplicar seus golpes. Já fui vítima disso”, afirmou.

Além disso, o parlamentar destacou que é preciso que haja provas que comprometam a idoneidade de Michelle Bolsonaro. “É preciso responsabilidade para se chegar à verdade e não se precipitar em apontar o dedo antes de se ter provas do envolvimento de qualquer pessoa nos crimes que afloram nas investigações”.

Apesar de descartar esta possibilidade, o presidente da CPI não economizou críticas ao presidente da República no início da sessão desta terça. Entre as falas, Aziz afirmou que Bolsonaro “é incapaz de ser solidário aos brasileiros”.