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10 de maio de 2021

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Com informações do Estadão

RIO DE JANEIRO – As atividades turísticas já somam um prejuízo de R$ 312,6 bilhões desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus no País, em março de 2020. O setor chegou a março de 2021 operando com aproximadamente 45% da sua capacidade mensal de geração de receitas, calcula a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O setor turístico só deve recuperar ao fim de 2022 o nível médio de geração de receitas mensais do pré-pandemia, prevê o economista Fabio Bentes, da CNC, responsável pelo estudo. Em meio ao recrudescimento da pandemia de Covid-19 e o endurecimento de medidas restritivas a partir de março, a expectativa é de novas perdas significativas no curto prazo, prevê Bentes.

No entanto, o avanço da vacinação da população nos próximos meses e a base de comparação deprimida devem melhorar os resultados do segundo semestre.

“Esse prejuízo do setor de turismo está com tendência de alta desde o início do ano. A situação do setor é muito frágil, com tendência de queda. A segunda metade do ano deve ser melhor, se conseguirmos superar a segunda onda da pandemia no Brasil”, ressaltou Fabio Bentes, que prevê um avanço de 18,8% no volume de receitas do turismo em 2021.

As perdas mensais de faturamento do turismo brasileiro cresceram de R$ 13,38 bilhões em março para R$ 36,94 bilhões em abril, até o pico de R$ 37,47 bilhões em maio. Houve redução no ritmo de perdas desde então, descendo a um prejuízo de R$ 34,18 bilhões em junho, R$ 31,87 bilhões em julho, R$ 29,02 bilhões em agosto, R$ 24,98 bilhões em setembro, R$ 20,73 bilhões em outubro, R$ 16,91 bilhões em novembro, R$ 15,83 bilhões em dezembro e R$ 13,35 bilhões em janeiro.

Com o recrudescimento da pandemia, o mês de fevereiro de 2021 marcou uma interrupção nessa tendência de redução de danos: a perda mensal cresceu a R$ 15,96 bilhões, subindo novamente em março, a R$ 22,03 bilhões.

Mais da metade (51,9%) do prejuízo apurado até agora pelo setor ficou concentrado nos Estados de São Paulo (R$ 112,9 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 49,4 bilhões). A estimativa da CNC considera o que o turismo deixou de arrecadar desde a segunda quinzena de março até o fim de março, tendo como base informações das pesquisas conjunturais e estruturais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de séries históricas referentes aos fluxos de passageiros e aeronaves nos 16 principais aeroportos brasileiros.

O agregado especial de Atividades turísticas cresceu 2,4% em fevereiro ante janeiro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados nesta quinta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segmento de turismo avançou 127,5% entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, mas ainda precisa crescer 39,2% para retornar ao patamar de fevereiro do ano passado, no pré-pandemia.