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23 de janeiro de 2022
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Com informações do Infoglobo

SÃO PAULO – A cientista que lidera o maior projeto de monitoramento de variantes do coronavírus no Brasil ainda não tem certeza sobre o impacto para o País do espalhamento da Delta, a linhagem mais temida do vírus. Se os governos esperarem por mais detalhes científicos para planejar uma resposta, porém, pode ser tarde demais para o País, diz ela.

“Os gestores têm de se preparar para o pior, esperando pelo melhor”, diz Marilda Siqueira, chefe do laboratório de vírus respiratórios da Fiocruz. Em entrevista ao GLOBO, a cientista fala sobre como avalia a disseminação dessa variante no Brasil.

Como a senhora espera que a variante Delta se comporte no Brasil? Ela vai se espalhar mais do que as outras?

A gente não espera nada, porque a gente não faz previsão. A gente faz ciência. A gente observa, estuda e vê o que está acontecendo. O que está acontecendo agora é que essa variante já foi detectada em 465 casos no Brasil, reconhecidos pelo Ministério da Saúde. Ela está presente em muitos Estados. Alguns, incluindo Rio e São Paulo, já têm transmissão comunitária.

Nesse momento, o que estamos fazendo é trabalhar junto com os Estados para aumentar o número de sequências (de genomas de amostras do vírus) e verificar se essa tendência de aumento vai continuar ou não.

O que nós observamos é que, em outros países onde a Delta entrou, incluindo vários da Europa que têm dados consistentes e robustos, ela atualmente é a cepa dominante. Mas lá eles tinham outras variantes circulando.

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