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28 de janeiro de 2022
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Com informações do InfoGlobo

PORTO PRÍNCIPE – Quase dois meses depois do assassinato do presidente do Haiti Jovenel Moïse, sua viúva, Martine Moïse, pediu à comunidade internacional que a ajude a encontrar os responsáveis pela morte de seu marido, ocorrido em um ataque de supostos mercenários à residência do casal em Porto Príncipe, em 7 de julho.

O assassinato de Moïse aumentou a turbulência na nação caribenha, já atormentada pela fome e pela violência, e fez com que buscas pelos autores do crime se espalhassem pelo continente.

Usando um vestido preto e uma tipóia por causa dos ferimentos que sofreu durante o ataque, Martine Moïse recebeu a Reuters, na segunda-feira, 30, acompanhada por um guarda-costas, e disse que, embora as autoridades haitianas tenha feito algum progresso na investigação do magnicídio, ela teme que o avanço tenha desacelerado.

“Sinto que o processo está um pouco travado”, comentou. “As pessoas que fizeram isso ainda estão por aí, e não sei se os nomes delas virão à tona alguma vez. Todos os países que podem ajudar, por favor, ajudem”,  pediu.

Pontos fundamentais do assassinato continuam sendo um mistério. A polícia haitiana prendeu mais de três dúzias de suspeitos, incluindo 18 mercenários colombianos, um médico haitiano-americano que, dizem, pretendia ser presidente, e o chefe da equipe de segurança de Moïse. No entanto, poucas provas surgiram sobre os mandantes do crime.

“2 mil pessoas mortas

“Essas pessoas (que foram presas) fizeram isso, mas alguém deu as ordens, alguém deu o dinheiro”, disse a viúva. Ela acrescentou que falou duas vezes com o FBI, a Polícia Federal americana, e sentiu que seus agentes poderiam “encontrar as pessoas que financiaram este crime”.

Preocupações com a segurança afetam a investigação no Haiti, a ponto de um juiz encarregado do caso ter renunciado. A ex-primeira-dama disse que o primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, que agora também está lidando com as consequências do terremoto de meados agosto que deixou mais de 2 mil pessoas mortas, deveria convocar eleições o mais rápido possível para garantir a estabilidade.

“Acho que meu marido o aconselharia a tentar realizar eleições. Com as eleições você pode ter paz, você pode pensar em longo prazo”, avaliou. Para ler a matéria completa acesse O Globo.