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16 de novembro de 2021
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Luís Henrique Oliveira – Da Cenarium

MANAUS – Sob pressão do senador Eduardo Braga (MDB-AM), o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado Federal, Renan Calheiros (MDB-AL), resolveu, de última hora, indiciar, nesta terça-feira, 26, o governador do Amazonas Wilson Lima (PSC) e o ex-secretário de Saúde do Estado, Marcellus Campêlo. Os dois nomes completam a lista de 78 autoridades, empresários e profissionais de saúde indicados pela CPI por suspeita de vários crimes.

O governador Wilson Lima não se pronunciou sobre a notícia mas, ainda nesta manhã, criticou a postura do senador Eduardo Braga (MDB/AM), por meio das redes sociais, e informou que o parlamentar age à base de ameaça para tentar incluir o nome de Lima como um dos novos indiciados.

“Eduardo Braga está agindo da forma que os amazonenses já conhecem: à base de ameaça para incluir meu nome no relatório da CPI, prometendo não votar caso não consiga o que quer. Ele quer incluir meu nome no relatório final – mesmo sabendo que não fui sequer investigado pela CPI”, disse Wilson Lima.

O governador do Amazonas ainda reforçou o que pode estar por trás das ameaças de Braga, citando os interesses do senador em participar do pleito de 2022. “Seu interesse visa, exclusivamente, às eleições de 2022 e a razão da vida dele é tentar sabotar o meu governo, que vem fazendo mais, em dois anos, do que ele fez em 8. Deixa o trabalho falar, senador, e pare de picuinha”, completou o governador.

Relatório

A análise do parecer será o último ato da comissão, criada há seis meses para investigar as ações e omissões do governo federal durante a pandemia. O documento, com mais de 1,1 mil páginas, pede o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por considerar que ele cometeu pelo menos nove crimes. O arquivo traz imagens do presidente provocando aglomerações, declarações em que desdenha da vacina e incita a população a invadir hospitais e o esforço pessoal de Bolsonaro, ao lado do Itamaraty, para articular com a Índia a compra de matéria-prima para a produção de cloroquina – remédio ineficaz para a Covid-19.

Caso seja aprovado, o documento será encaminhado a órgãos competentes, como o Ministério Público, para que deem continuidade às investigações e confirmem – ou arquivem – os pedidos de indiciamento. Além disto, senadores também articulam para que o relatório seja usado como base para um novo pedido de impeachment de Bolsonaro, elaborado por juristas.