1 de março de 2021

Jennifer Silva – Da Revista Cenarium

MANAUS – O Brasil ultrapassou o número de 8 milhões de infectados pelo novo coronavírus, e chegou a 208.2091 mil mortes. Enquanto pacientes com Covid-19 morrem por falta de oxigênio em Manaus, o presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido) voltou a minimizar a pandemia.

Em entrevista à Jovem Pan na última sexta-feira, 14, o presidente afirmou que não há motivo para se traumatizar com o vírus, e teceu críticas ao isolamento social. “Esse lockdown, esse isolamento causa muito mais morte, por depressão, por suicídio, por falta de emprego lá na frente do que a própria pandemia em si […] Eu não tenho aqui os dados, o número de mortes por tipo de doença. A Covid tá mais lá embaixo. Então, não tem por que ter esse trauma todo apenas preocupado com a Covid.”

O Amazonas registrou recorde de mortes em 24 horas desde outubro, com 113 óbitos. Nas duas únicas datas em que esse número foi maior, isso decorreu da reclassificação de óbitos antigos pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus. Na época, esse processo de revisões fez somar mais de uma centena de casos aos registros diários de 2 de setembro e 1º de outubro no estado.

A média móvel de mortes diárias no Brasil atingiu nessa sexta-feira, 15, o patamar de 953, aumento de 36% em relação há 14 dias.

Enterros

A Prefeitura de Manaus informou que um total de 213 sepultamentos foi registrado nos cemitérios da capital do Amazonas, nessa sexta-feira, 15. Desses, 161 foram nos espaços gerenciados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), dos quais um optou pelo serviço de cremação. Também foram registrados três óbitos oriundos de outras cidades. Já nos cemitérios particulares, 52 enterros foram realizados.