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2 de dezembro de 2021
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Victória Sales – Da Cenarium

MANAUS – O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis (Avante), publicou no Diário Oficial do Município (DOM) a suspensão da licitação do prédio anexo da Casa, que estava avaliada em R$ 32 milhões, após ser alvo de pressão dos vereadores Amom Mandel (sem partido) e Rodrigo Guedes (PSC), na última semana. De acordo com o presidente da Casa, David Reis, essa seria uma obra usada para instrumento de trabalho dos vereadores de Manaus.

Segundo Rodrigo Guedes, Manaus tem uma feira abandonada e uma piscina olímpica que ficam atrás da própria CMM e não recebem investimentos há muito tempo. “Gastar esse dinheiro todo com gabinetes de vereadores é um desperdício do dinheiro público, sabendo das necessidades que a capital amazonense sofre”, disse Guedes, em live na semana passada. Amom também afirma que são 51 gabinetes no ‘puxadinho’ e que Manaus só terá 51 vereadores quando atingir uma população entre 6 e 7 milhões de habitantes e, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nem em 2060 Manaus terá essa quantidade de população.

Veja o documento:

Justiça

A Justiça do Amazonas, por meio do juiz plantonista Marcelo da Costa Vieira, atendeu, na sexta-feira, 17, um pedido dos vereadores para barrar a construção do prédio anexo II da Câmara Municipal de Manaus, também conhecido como “puxadinho”, que tinha o valor de custo avaliado em quase R$ 32 milhões. Segundo a decisão, a multa diária é de R$ 100 mil para quem descumprir a medida.

Com o valor de R$ 31.979.575,63, conforme o Edital de Concorrência nº 001/2021, que dispõe das condições para o processo de licitação para contratação de empresa de engenharia, a obra deve alocar os servidores e parlamentares da Casa Legislativa, assim como os visitantes. O prédio deve possuir quatro andares em um total de quase 12 mil metros quadrados, conforme o plano diretor da obra.

Protesto

Nessa quarta-feira, 22, um grupo de pessoas protestou contra a licitação da construção de um novo prédio anexo da CMM e contra o aluguel de 41 picapes. Na semana passada, a Justiça Estadual do Amazonas atendeu a uma Ação Popular impetrada pelos vereadores Amom Mandel e Rodrigo Guedes para barrar o processo licitatório que continua tramitando na Casa Legislativa.

“Não é o momento de esbanjar o dinheiro público com construção imoral, não é momento de esbanjar dinheiro do povo tão sofrido neste momento de pandemia, para favorecer apenas 41 pessoas. Manaus é gigante, a capital tem problemas imensuráveis, por exemplo, o transporte público é caótico. Nós não temos saneamento básico, a infraestrutura praticamente não existe. Então, não é hora de pegar esse dinheiro em coisas supérfluas, é hora de olhar para o povo de Manaus”, desabafou Ronilson Souza, um dos manifestantes que estava presente no ato.