Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
17 de abril de 2021

Dólar

Euro

Manaus
23oC  29oC
Acompanhe nossas redes sociais

Com informações da Rede Brasil Atual

SÃO PAULO – Novo relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) é taxativo sobre o Brasil: o país é racista, pratica “limpeza social, exterminando seus indesejáveis”, além de manter uma estrutura de discriminação contra as camadas sociais mais vulneráveis.

Em 200 páginas de críticas duras, a Comissão Interamericana da OEA, principal órgão multilateral dedicado ao tema dos direitos humanos em todo o continente, aponta problemas estruturais do país e centenas de falhas do Estado brasileiro, por “omissão, ineficiência ou ação direta de governos”.

O documento aponta ainda que o país pratica e permite “discriminação histórica” citando episódios confirmados de mortes e impunidade ligados à violência policial em todo o seu território. A Comissão considera “alarmantes” os altos números de homicídios de pessoas pretas. O relatório lembra que 73,1% dos 618 mil homicídios registrados no país, entre 2007 e 2017, foram cometidos contra homens negros.

Desestruturação

A OEA classifica a violência do Estado contra a população preta como um “processo de limpeza social destinado a exterminar setores considerados indesejáveis, que conta com a anuência estatal”. “Os últimos anos, pelo Ministério de Justiça e Segurança Pública, mostram que a abordagem policial é feita de ‘maneira seletiva, discricionária e subjetiva, pouco porosa ao controle ou regulação pública’”, aponta o texto.

Ariel de Castro Alves, advogado, especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública, afirma que o relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos evidencia a desestruturação das políticas de direitos humanos promovidas pelo atual governo.

“A OEA manifesta preocupação principalmente com o recrudescimento do racismo, da violência contra as mulheres e outros grupos vulneráveis, como os LGBTs e indígenas. Do aumento das perseguições e agressões contra ativistas sociais e defensores de direitos humanos. Da violência contra jornalistas e a ampliação da brutalidade policial contra jovens, pobres e negros, que conta com a conivência de setores do Judiciário”, afirmou. Leia a matéria completa no site Rede Brasil Atual.