Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
19 de novembro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml

Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

Manaus – A capital de Mato Grosso, Cuiabá, teve mais uma vez, uma manhã bastante cinzenta nesta segunda-feira, 31. A cidade foi coberta por uma nuvem de fumaça vindo dos incêndios causados na Chapada dos Guimarães (MT). A informação foi repassada pelo Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (CIMAN-MT) à REVISTA CENARIUM.

A tenente-coronel Sheila Sebalho, Assessora de Comunicação do Ciman, disse que a cidade foi atingida por duas nuvens de fumaça que chegaram tanto pelo norte quanto sul de Cuiabá. “A nuvem de fumaça chegou na capital por volta das 10h e cobriu totalmente o céu da cidade. A primeira nuvem veio do Norte, precisamente da Chapada dos Guimarães. E, logo em seguida, no finalzinho da manhã, a capital foi atingida novamente por uma nuvem de fumaça vindo do sul, da região de Poconé-MT (distante à 104 quilômetros de Cuiabá).

De acordo com a tenente-coronel Sheila, a nuvem de fumaça deve continuar a atingir a cidade de Cuiabá, caso os ventos ainda tiverem em direção da capital.

Incêndio na Chapada dos Guimarães é o principal responsável pela nuvem de fumaça que atingiu Cuiabá nesta segunda-feira. Foto: Reprodução/Internet

Combate aos Incêndios

O Governo do Estado de Mato Grosso esclareceu, por meio de nota à REVISTA CENARIUM, que está colocando em campo toda a equipe e infraestrutura disponível das secretarias de Meio Ambiente e de Segurança Pública para a realização de fiscalização e combate aos incêndios florestais para coibir e autuar práticas criminosas realizadas em Mato Grosso e evitar maiores danos ambientais.

A nota diz ainda que em 2020 foram aplicados até o momento R$ 107 milhões de reais em multas por uso irregular do fogo.  Este ano o Corpo de Bombeiros Militar obteve o poder de polícia ambiental administrativa. Desta forma, a corporação passou também a aplicar multas por queimadas irregulares e incêndios florestais. 

O Executivo espera que este ano seja crítico com relação às queimadas devido ao período de estiagem, com uma média de chuva 30% abaixo comparando a uma média histórica dos últimos 30 anos, o clima e a vegetação seca. Desta forma está se preparando com um grande investimento em recursos financeiros e humanos. 2020 terá a maior infraestrutura já utilizada na história de Mato Grosso para combater os incêndios.

Está previsto o envolvimento direto de 400 militares do Corpo de Bombeiros Militar, 100 brigadistas civis, 40 viaturas, 2 helicóptero, 2 aviões combate a incêndio e 1 avião de monitoramento. Além disso estarão em condições de sobreaviso cerca de 800 bombeiros militares e 1 mil militares do Exército para apoio em grandes operações. Secretaria de Meio Ambiente, Polícia Ambiental e Ibama auxiliarão em missões de fiscalização.

Por meio do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais 2020, Mato Grosso atua em seis frentes de atuação: planejamento e gestão, monitoramento, fiscalização, responsabilização, prevenção e combate aos incêndios florestais e comunicação. Foto: Divulgação/ Ascom Governo

Por meio do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais 2020, Mato Grosso atua em seis frentes de atuação: planejamento e gestão, monitoramento, fiscalização, responsabilização, prevenção e combate aos incêndios florestais e comunicação. O investimento de R$ 22 milhões será dividido entre orçamento próprio do Governo de Mato Grosso e aportes do Programa REDD+ para Pioneiros (REM-Mato Grosso).

Por fim, a nota termina dizendo que o Estado está no período proibitivo de queimadas que começou no dia 1º de julho e que os proprietários rurais estão proibidos de realizar qualquer atividade de limpeza de pastagem com o uso de fogo.

O Decreto leva em consideração o aumento de focos de calor, fatores climáticos e riscos que a poluição do ar traz à saúde humana, especialmente em um momento que o mundo enfrenta uma pandemia de uma síndrome respiratória, a Covid-19.