Desmatamento no Amazonas tem queda de 55% no primeiro semestre de 2023

Reserva de Desenvolvimento Sustentável Igapó Açu no Estado do Amazonas (Ricardo Oliveira/Revista Cenarium)
Da Revista Cenarium*

MANAUS – O Amazonas fechou o primeiro semestre de 2023 com redução de 55% na quantidade de alertas de desmatamento, segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De janeiro a junho deste ano, foram 553,41 quilômetros quadrados (km²) de alertas, contra 1.235,98km² registrados no mesmo período de 2022.

Do total de alertas, 39,12km² (7,14%) ocorreram em áreas de gestão direta do Estado – 32% a menos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o resultado é fruto de um trabalho integrado entre as instituições.

“Esse balanço positivo é fruto de um trabalho conjunto das esferas federal, estadual e municipal, tanto para coibir a ilegalidade como para apoiar o desenvolvimento econômico e sustentável no Amazonas”, ressaltou.

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No recorte das áreas estaduais, as Unidades de Conservação (UCs) sob gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) somaram 4,13km² em alertas, enquanto as glebas estaduais foram responsáveis por 34,99km². O restante das notificações ocorreu em vazios cartográficos.

Considerando apenas junho de 2023, o Amazonas fechou o mês com 129,29km² de alertas, uma redução de 68% em relação ao respectivo mês do ano anterior, que registrou 400,63km² de alertas.

Diante dos dados, na análise atual, o Amazonas ocupa a terceira posição no ranking de alertas de desmatamento entre os Estados da Amazônia Legal.

Combate às queimadas

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) anunciou, na quinta-feira, 6, o envio de tropa da corporação para a primeira fase da Operação Aceiro 2023, que tem o objetivo de combater os focos de incêndios florestais no sul do Estado.

Ao todo, serão 74 bombeiros militares e 10 viaturas divididos em equipes de combatentes, com destino aos municípios de Humaitá, Apuí, Boca do Acre, Lábrea e Manicoré, que pertencem a uma área conhecida como “arco do fogo”.

A maior parte das áreas de detecção desses focos de calor, no Amazonas, são terras de responsabilidade do governo federal. Desta forma, o Governo do Amazonas deve receber o apoio de bombeiros da Força Nacional para integrar o combate nesses locais.

A Aceiro 2023 faz parte da Operação Tamoiotatá 3, que atua, desde março deste ano, contra crimes ambientais, com ênfase no sul do Amazonas. O plano de ação também é composto por agentes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp); brigadistas civis; Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema); Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama).

(*) Com informações da assessoria
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