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24 de outubro de 2021
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Com informações do O Globo

RIO — O desmatamento na Amazônia atingiu em abril o pior índice para o mês já registrado na série histórica, segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os alertas abrangeram uma área de 580,55 km², conforme medições do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Os dados mostram que o desmatamento na região em abril cresceu 42% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram detectados alertas numa área de 407 km².

Em nota, o Observatório do Clima (OC) diz que os dados “desmentem o governo federal”, que comemorou a queda de cerca de 15% nos alertas verificada entre agosto de 2020 e abril de 2021 (em relação ao mesmo período anterior), como resultado da ação do Exército na Amazônia.

“Os alertas têm oscilado mês a mês para cima e para baixo, o que mostra que não existe uma política consistente ou uma ação sustentada da administração federal para controlar a devastação”, afirma o OC.

Em março, o Deter detectou perda de 367 km² de floresta, um aumento de 12,5% em relação ao visto no mesmo mês em 2020. Já os meses de janeiro e fevereiro de 2021 registraram índices de devastação menores ante o notificado no mesmo período no ano passado.

O Deter proporciona levantamentos sobre alteração na cobertura florestal, e envia informações para órgãos de fiscalização como o Ibama. Seus índices são divulgados mensalmente.

O Inpe também conta com outra ferramenta, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que faz levantamento anual da devastação do bioma.

Em 2020, o desmatamento anual atingiu 11.088 km², índice recorde desde 2008.