Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
22 de novembro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml

Com informações do O Globo

BRASÍLIA – Governador do Rio Grande do Sul e um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência, Eduardo Leite se mostrou arrependido de declarar voto no presidente Jair Bolsonaro em 2018. Durante coletiva de imprensa neste sábado, Leite foi indagado sobre o movimento na última eleição, quando manifestou apoio a Bolsonaro no segundo turno, e disse que não repetiria a atitude. Leite classificou como um erro o fato de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de seu partido, ter trabalhado no passado para implementar o instituto da reeleição.

“Em 2018, foi um erro levar aquelas duas alternativas ao segundo turno, em primeiro lugar. E, dentro do que se apresentava no segundo turno, também considero um erro o encaminhamento da eleição do presidente Bolsonaro. Não projetávamos que, num quadro de pandemia, a sensibilidade humana do presidente fosse tão exigida como está sendo”, disse.

“As declarações de intolerância que o presidente tinha tido no passado me pareciam, naquele momento, embora preocupantes, ter menos espaço para se apresentarem de forma prejudicial ao País, tendo em vista que temos instituições fortes que garantiriam que a posição homofóbica dele não significasse política pública contrária a gays. Então a gente tem que analisar esse erro e aprender com ele pra não cometer mais esse erro no futuro”, completou.

Leite também sustentou que ter declarado voto em Bolsonaro não significa ter apoiado o presidente.

“Apoiar um candidato significa, além de declarar o voto, buscar votos para o candidato. E eu jamais fiz isso. Não fiz campanha casada, não misturei meu nome ao do candidato, não fiz material conjunto e nem procurei estimular que as pessoas votassem nele. Declarei qual seria o meu voto em função do que se apresentava naquele segundo turno. De um lado, estava o PT, com uma fórmula econômica que gerou milhões de desempregados naquele período para o Brasil, a mais profunda recessão da nossa história e casos de corrupção que chocavam também a população”, disse.

Leite, contudo, evitou dizer se votará em Lula em eventual segundo turno contra Bolsonaro no ano que vem. “Não vamos nos resignar em sermos levados a um segundo turno como em 2018, em que tenhamos que escolher entre um projeto ruim e outro igualmente ou pior. Temos que construir alternativas para construir um Brasil novo. Não me manifesto sobre esse cenário de segundo turno porque vou trabalhar para que ele não aconteça”, afirmou.

O governador também criticou o instituto da reeleição, criado durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Foi um erro. Dentro do nosso modelo político institucional, revelou-se um erro. No sistema dos Estados Unidos, há um bipartidarismo, que proporciona uma outra condição de exercício da atividade da reeleição.. No Brasil, como há pluripartidarismo, uma fragmentação partidária, a reeleição acaba sendo um instituto ruim. Porque o governante precisa dos apoios dos partidos e negocia esses apoios dentro do gabinete oficial, com o governo nas mãos, e, muitas vezes, precarizando a formação do governo em nome da reeleição”, destacou.