9 de março de 2021

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Uma manifestação promovida por oposicionistas do governador Wilson Lima (PSC) na manhã desta terça-feira, 16, em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), foi dispersada pela Polícia Militar (PM). O ato aconteceu na avenida Mário Ipiranga, zona Sul da capital amazonense, e teve baixa adesão. As reinvindicações pediam a redução no preço da gasolina e a flexibilização do comércio.

Wilker Barreto (Podemos), um dos parlamentares que compõem a chapa oposicionista na Aleam, compareceu ao local e discursou, conforme vídeos compartilhados na própria rede social do deputado. “Estou na Assembleia do Amazonas e fiz questão de ir ao encontro dos manifestantes, pois precisam ser ouvidos”, escreveu Barreto.

O pequeno grupo de manifestantes que pede a saída do governador Wilson Lima anunciou desde a semana passada o ato convocado para esta terça-feira. No entanto, o número de participantes foi abaixo do esperado. “Fomos convocados via Whatsapp nos grupos que participamos, nele estão vários deputados da assembleia, que incentivam os movimentos. Mas não esperavam que muita gente faltasse”, disse à CENARIUM, um dos manifestantes que preferiu não se identificar.

Insistência

Não é a primeira vez que atos desse tipo é incentivado pelos deputados oposicionistas Delegado Péricles (PSL), Álvaro Campelo (Progressistas), Josué Neto (PRTB), Dermilson Chagas (Podemos), Serafim Corrêa (PSB) e Wilker Barreto (Podemos).

Em janeiro deste ano, a REVISTA CENARIUM obteve acesso às conversas do grupo “Impeachment 2021”, onde os participantes comentam sobre as manifestações em Manaus, obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 e a condição da frota de ônibus na capital. Um áudio enviado por um participante chegou a incitar crimes contra a ordem pública.

A onda de violência volta à pauta dos grupos extremistas após o fracasso das manifestações convocadas para acontecer no dia 5 de janeiro, via aplicativo de mensagem, por grupos políticos contrários às medidas adotadas para conter a disseminação da Covid-19, que culminou no fechamento do comércio não essencial, após determinação do Executivo, baseado em decisões do Judiciário estadual.

Atentado

No dia em que a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) anunciou a fase mais grave da pandemia do coronavírus no Amazonas no dia 4 de janeiro, extremistas criaram grupos de WhatsApp para organizar protestos violentos em Manaus, visando o retorno do comércio não essencial.

REVISTA CENARIUM teve acesso às conversas nas quais apontam ainda para o envolvimento político de parlamentares oposicionistas ao Governo do Amazonas nas manifestações. Em um dos diálogos, um dos protestantes citou ameaça de morte ao governador do Estado, Wilson Lima (PSC).

Grupo aponta envolvimento político de parlamentares oposicionistas ao Governo do Amazonas nas manifestações. (Reprodução/Internet)