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4 de dezembro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – A produção industrial em abril sofreu a queda mais intensa desde 2002. No total, a redução foi de 18,8%, em comparação com o mês anterior, refletindo os efeitos do isolamento social devido a pandemia da Covid-19. Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, que fez apelo para que a população siga as recomendações de higiene e proteção, os números ainda se acentuam quando os setores são individualizados.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nessa semana, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Azevedo, se a população não seguir as recomendações de prevenção, consequentemente, com o aumento no número de casos da Covid-19, a indústria pode voltar a sofrer queda.

Nelson Azevedo, vice-presidente da Fieam (Divulgação)

“Esse é o impacto na média, mas quando há individualização (no setor), tem impactos que vão a quase 80% de queda. E nós acreditamos que os resultados de maio não serão diferentes. Por exemplo, o setor de duas rodas, o nosso desempenho em abril teve 69,74% de queda em termos de comercialização, algo muito impactante”, disse Azevedo.

O vice-presidente explica que a falta de consumo, venda, e o comércio fechado, fizeram com que as empresas, em meio ao estoque de produção alto, fossem obrigadas a darem férias coletivas aos funcionários ou reduzirem a jornada de trabalho.

“Tiveram uma influencia muito grande, porque foi quando se acentuou esse problema da Covid-19. Tivemos impactos fortíssimos. A grande maioria das empresas tiveram uma paralisação e mesmo retornando às atividades, parcialmente, ainda não se recuperaram”, enfatizou.

De acordo com Azevedo, para que a indústria retorne à sua totalidade econômica, é fundamental a colaboração da população, que deve seguir as recomendações de prevenção, como a de usar máscara, manter o distanciamento social, lavar ou higienizar sempre as mãos.

“Independente disso, as empresas têm feito sua parte, tentando fazer com que as recomendações sejam seguidas, pois, para nós, é uma influencia direta com a parte dos empregos. As orientações são para que não ocorra um aumento da doença, pois tendo a reincidência dela, as medidas restritivas podem voltar com muito mais exigência”, ponderou o vice-presidente da Fieam.

Setor do comércio

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, o setor do comércio teve queda ainda mais agravante de que a da indústria, devido as empresas estarem fechadas durante todo o período do decreto governamental que permitiu, apenas, o funcionamento de estabelecimentos considerados essenciais.

“A nossa queda foi violenta. Tiveram empresas que a redução foi de 100%, fechadas há 60 ou 70 dias, sem faturar uma única unidade. Das empresas que puderam estar abertas, tivemos um certo equilíbrio de crescimento, inclusive, na área de supermercados, em torno de 3% a 4% nas vendas”, disse.

No entanto, pondera Assayag, o aumento do consumo foi relacionado à cesta básica que, segundo ele, não dá rentabilidade. “Espero que (o setor) volte a normalizar a partir do dia 15, em que nós vamos ter apenas 30% fechado e 70% aberto, começando a ter a recuperação”, comentou.