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19 de outubro de 2021
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Com informações do 1

RIO DE JANEIRO, RJ – A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra Júlio Lopes, ex-deputado federal e ex-secretário de Transportes do estado, em mais uma etapa da Lava Jato no Rio, na manhã desta segunda-feira, 7.

Agentes da Delegacia contra a Corrupção e Crimes Financeiros cumprem quatro mandados de busca e apreensão na operação batizada de Fim do Túnel.

As investigações fazem parte de desdobramentos das Operações Tollypeutes, Fatura Exposta e Ponto Final, e têm como objetivo apurar o esquema de pagamento de propina ao governo do Estado do Rio de Janeiro pela empresa responsável pela execução das obras da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro e também por empresários do ramo rodoviário e setor da Saúde.

Entre os endereços onde os agentes estiveram está a casa do ex-secretário e um escritório de advocacia ligado a ele. Agentes da Receita Federal dão apoio à ação.

Lopes já foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR), que diz que há elementos robustos indicando a existência de repasses robustos para ele, tanto em razão do cargo que ocupava como secretário de Transporte do estado, entre os anos de 2010 e 2014, quanto do mandato eletivo, quando foi deputado federal entre 2016 e 2017.

Os materiais apreendidos serão analisados e, se confirmadas as suspeitas, os investigados podem responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em nota, a defesa de Lopes disse que está surpresa e que a busca e apreensão realizada hoje é “desnecessária e abusiva”.

“Ao longo de quatro anos de investigações, Júlio Lopes sempre se colocou à disposição das autoridades para explicar qualquer fato. Júlio Lopes não praticou nenhum crime ao longo de sua gestão na Secretaria de Transportes e, não por outra razão, as afirmações caluniosas de delatores nunca foram levadas a sério. A esdrúxula medida, que versa sobre fatos requentados, sequer poderia ter sido decretada pelo juízo da Sétima Vara Federal do Rio de Janeiro, por ofender a competência da Justiça Eleitoral, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal”, diz a defesa do ex-secretário.