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5 de dezembro de 2021
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Náferson Cruz – Da Revista Cenarium

MANAUS – Apesar da proibição das queimadas estabelecidas por decreto desde o último dia 15, o mês de julho registrou um novo aumento de 21,8% nos focos de incêndio florestal na Amazônia, se comparado ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com as informações do sistema de alerta do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) ao longo do último mês foram registrados 6.803 focos de calor na região, 1.007 somente no dia 30 de julho. Conforme o monitoramento, este foi o maior número diário para o mês desde 2005.

A pesquisa aponta que para este mês de agosto, possivelmente baterá vários recordes, uma vez que, foram registrados 1.275 focos no sábado, 1º. No acumulado do ano, entre janeiro e julho, o total de queimadas na Amazônia ainda registra queda de 7,6% com relação ao mesmo período de 2019.

A pesquisadora Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, destaca a incidência dos focos de queimadas está mais associada a um conjunto de situações atípicas registradas em Roraima no ano passado do que a uma redução no comportamento dos incêndios neste ano. Ane Alencar explica também que os focos de incêndio atuais ainda estão associados ao desmatamento ocorrido em 2019, para manutenção da área desmatada.

Para Rômulo Batista, do Greenpeace Brasil, a moratória, que proíbe no papel as queimadas, não funciona se não houver também uma resposta no campo, com mais fiscalizações.

“O desmatamento precisa ser combatido durante todo o ano, principalmente considerando que as queimadas na Amazônia não são resultado de um fenômeno natural, mas da ação humana. O fogo é uma das principais ferramentas utilizadas para o desmatamento, especialmente por grileiros e agricultores, que o usam para limpar áreas para uso agropecuária ou especulação”, completou.