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29 de janeiro de 2022
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Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

MANAUS – A discussão sobre o retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino após quatro meses de distanciamento social, volta a causar divergências entre pais e responsáveis, alunos e o sindicato dos professores sobre as medidas adotadas pelas Secretaria de Estado de Educação e Desporto (SEDUC), que anunciou nesta terça-feira, 28, o retorno das atividades presenciais para dia 10 de agosto.

A REVISTA CENARIUM entrevistou pais, alunos e professores sobre questões pertinentes ao retorno proposto pela Seduc, que além do retorno gradual, pretende reduzir a quantidade de estudantes em sala de aula.

O vendedor Arivan Lima é pai de Lorena Raquel, aluna de 15 anos, que concorda com o retorno das atividades escolares. “Ela vai terminar os estudos. E quem assim como ela, está no ensino médio, o acompanhamento dos professores para se preparar melhor para os vestibulares se torna essencial”, disse.

A filha de Arivan, Lorena Raquel conta que estudou ao longo desse período por meio do projeto “Aulão em casa”. “Foi um pouco difícil acompanhar. E as atividades foram passadas de formas diversas sem o acompanhamento necessário dos professores, pois presencialmente temos como tirar as sanar ainda mais nossas dúvidas”, defende.

Professores

Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, o retorno é precipitado. “Nos não somos a favor, pois as escolas estaduais não oferecem condições de segurança para o retorno nas salas, dos trabalhadores e nem para o retorno dos alunos. Essa escola de referência a qual estamos, não oferece condições de ter uma sala arejada, porque não foi planejada para isso”, disse Ana.

Confira o plano de retorno das atividades escolares proposta pela Seduc-AM

Aval

Apesar das críticas, o retorno possui aval da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), que acompanha os dados do novo coronavírus no estado. O órgão afirma que a decisão governamental atende todas às medidas de segurança recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Somando às orientações contidas no Decreto Estadual nº 42.330, de 28 de maio de 2020, instituiu, através de documento orientador, protocolos comuns de estratégias de enfrentamento da rede estadual de educação em relação ao novo coronavírus (Covid-19)”, diz trecho do documento da FVS-AM.

Por enquanto, as aulas no interior do estado vão continuar sendo transmitidas pela tv e por meio do programa “Aulão em Casa”.

Investimento

Para o retorno das aulas presenciais, o Governo do Estado está investindo mais de R$ 10 milhões na aquisição de materiais e insumos para a proteção, prevenção e combate à disseminação do vírus no ambiente escolar.

Desse recurso, cerca de R$ 8,5 milhões estão sendo destinados para aquisição de 1 milhão de máscaras de pano, EPIs, álcool em gel 70% e tapetes sanitizantes, dentre outros itens.

Mais de R$ 1,3 milhão está destinado à adequação da infraestrutura nas escolas da rede estadual, com a instalação de pias e ajustes das instalações hidráulicas.

Medidas

Para viabilizar medidas de distanciamento será necessário, segundo a Seduc-AM, o escalonamento das turmas. Para isso, as escolas deverão dividir os alunos em blocos formados por A e B, considerando que os blocos permitirão turmas formadas com 50% da sua totalidade. Sendo assim, ao adotar o escalonamento em blocos, as escolas irão funcionar sempre com 50% do público total.

Bloco A – aulas nas segundas e quartas-feiras, presencialmente, já o Bloco B aulas nas terças e quintas-feiras, presencialmente. Segundo a pasta governamental, em duas semanas de aula os conteúdos serão revisados e posteriormente uma avaliação será feita para saber o desempenho individual de cada aluno.

Aulão em Casa

Ao longo desses quatro meses a Seduc promoveu aulas por meio do projeto “Aula em Casa” que é uma solução multiplataforma para a transmissão de aulas à distância para os alunos da rede pública de ensino, tanto estadual do Amazonas, quanto municipal (Manaus), em canais de televisão aberta, sites e aplicativos.

Lançado para atender alunos do 6° ao 9° ano, do Ensino Fundamental, e Ensino Médio, o “aulão” passou a disponibilizar conteúdo de aulas não presenciais também para estudantes de 1° ao 5° do Ensino Fundamental, bem como atividades orientadas diversificadas para Educação Infantil, com a parceria da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal  de Educação (Semed-Manaus).

A ação deu a continuidade às atividades pedagógicas, a qual foi regulamentada pelo Conselho Municipal de Educação (CME-Manaus), Resolução N° 3/2020; pelo Conselho Estadual de Educação (CEE/AM), Resolução N° 30/2020; pelo Governo Federal, com a Medida Provisória N° 934/2020; e orientado pelas Diretrizes Pedagógicas.