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24 de julho de 2021
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Com informações da Época Negócios

Desde março do ano passado, os navios de cruzeiro que transportavam mais de 250 pessoas foram proibidos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) de navegar em águas dos EUA. Para a retomada das atividades, precisam seguir um processo complexo que, em alguns casos, envolve cruzeiros simulados projetados para testar protocolos da Covid-19. Centenas de milhares de pessoas se ofereceram como cobaias. Jennifer Juenke é uma delas.

— Desde que o CDC fechou a indústria de cruzeiros, temos vivido um pesadelo completo. Já faz muito tempo, e estamos ansiosos para voltar — disse ela, uma das mais de 250 mil pessoas que se inscreveram para o teste na Royal Caribbean, grande empresa de cruzeiros.

Recentemente, a Royal Caribbean se tornou a primeira a receber a aprovação do CDC para realizar viagens simuladas, que estão previstas para seu navio Freedom of the Seas, saindo de PortMiami, na Flórida, no fim de junho.

Para alguns dos voluntários, é uma maneira de oferecer apoio à indústria de US$ 150 bilhões, que foi dizimada pela pandemia. Para outros, é uma chance de ter uma noção de como será o cruzeiro pós-pandemia. Mas, para muitos deles, é uma maneira de matar a saudade e voltar a embarcar depois de mais de um ano presos em terra.

— O CDC nos manteve em cativeiro e realmente não posso esperar mais, não posso esperar até julho — afirmou Justin Marks, aposentado do Alabama, de 59 anos, referindo-se à data estipulada para que os navios possam começar a navegar. Marks, que tem 12 cruzeiros reservados até 2022, não desanimou com os surtos a bordo de navios de cruzeiro no início da pandemia no ano passado.

— Estou morrendo de vontade de ser escolhido para o cruzeiro de teste, principalmente porque preciso recomeçar a navegar para manter minha sanidade, mas também porque quero mostrar ao mundo que um navio de cruzeiro é mais seguro do que qualquer avião ou hotel autorizado a operar durante toda a pandemia.

Ainda não está claro como as linhas de cruzeiro voltarão a operar nos Estados Unidos. No início de maio, o CDC anunciou que permitiria às companhias pular as viagens de teste se elas comprovassem que 98 por cento da tripulação e 95 por cento dos passageiros a bordo estavam totalmente vacinados.

Várias grandes companhias já anunciaram viagens para o Alasca a partir do fim de julho, o que exigirá que todos os passageiros provem que estão vacinados. Mas, na Flórida, o maior ponto de partida de cruzeiros nos EUA, uma lei estadual recentemente promulgada proíbe empresas de exigir prova de imunização de pessoas que buscam seus serviços.

As autoridades da Flórida divulgaram que não vão isentar as linhas de cruzeiro. Se estas decidirem velejar com uma mistura de passageiros vacinados e não vacinados, terão de realizar cruzeiros simulados com voluntários para testar protocolos de saúde e segurança.

Leia a matéria completa no site da Época Negócios