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28 de janeiro de 2022
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Com informações do O Globo

RIO – Entre janeiro de 1998, início da série histórica divulgada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), e março deste ano, 20.957 pessoas morreram em confronto com a polícia no Estado do Rio. O número é equivalente a uma morte a cada dez horas, em média, nestes 23 anos. Nesta quinta-feira, dia 6, uma operação da Polícia Civil terminou com 25 mortos, entre eles um policial civil. Esta foi a ação policial com maior número de mortes na história do Estado.

Comparando o número de mortos nesse período com a população das cidades do estado, as 20.957 pessoas superam os habitantes de 27 municípios fluminenses. As mortes em confronto vêm crescendo na série histórica: dos cinco anos com mais mortos pela polícia, três são os mais recentes: 2019 (1.814 mortes), 2018 (1.534) e 2020 (1.245 mortos). Na média, a polícia do Rio mata 873 pessoas em confrontos armados a cada ano.

Olhando os dados de cada mês, a mesma tendência é notada: dos dez meses em que a polícia mais matou suspeitos, todos estão concentrados nos anos de 2018, 2019, 2020 e 2021. O mês com mais registros foi julho de 2019, com 195 mortes.

Analisando-se o primeiro trimestre do ano, o de 2021 se mostra o mais letal da série histórica, com 453 mortes em confronto. Este ano, o mês com mais ocorrências foi março, o último cujos índices foram divulgados pelo ISP, com 157 mortos.

O ISP também divulga mensalmente o número de policiais militares e civis mortos em serviço. Entre janeiro de 2003, início da série histórica, e março de 2021, foram 443 policiais militares e 73 policiais civis mortos durante ações policiais. Para os PMs, o ano mais letal foi 2004, com 50 mortos em serviço; para os policiais civis, foram os anos de 2005 e 2007, com nove mortos em cada. No primeiro trimestre deste ano, de acordo com os dados, foram quatro policiais militares mortos. Nenhum policial civil morreu em serviço nos primeiros três meses de 2021.