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17 de maio de 2021

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Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS –Ao menos 20 mulheres e trans entre 15 e 32 anos, sendo a maioria do município do Careiro Castanho e municípios vizinhos no Amazonas, estão recebendo desenvolvimento online de forma dinâmica e interativa por meio do projeto – “Saúde e Saberes das jovens de Careiro/AM”. A ação é uma iniciativa do instituto 5 Elementos em parceria com a Casa do Rio.

A formação ocorre desde o mês de março deste ano, uma vez por semana, onde as participantes têm aulas e debates sobre assuntos em diversos âmbitos importantes como: direitos das mulheres, saúde, sexualidade, degradação ambiental e pandemias, agroecologia, jogos cooperativos, políticas e gestão pública, uso das redes sociais e empreendedorismo.

O curso auxilia no reconhecimento das identidades e realidades dessas mulheres. O projeto é financiado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil da Agenda 2030 e pela União Europeia. De modo geral, a agenda 2030 visa a dignidade humana, prosperidade econômica, estabilidade regional e visa erradicar a pobreza e chegar ao desenvolvimento mais sustentável em todo mundo até 2030.

Lives

De início o curso seria presencial, mas por conta da pandemia, as aulas online são as alternativas mais viáveis. Ao todo serão 12 encontros online, somando 36 horas.  De acordo com a diretora-executiva do Instituto 5 Elementos, Mônica Pilz, a realização das lives é uma ferramenta importante que complementa o decorrer da capacitação desenvolvida no curso.

 “Este ano definimos fazer este curso ligado a vários temas socioambientais, cotas, eleições, empoderamento. Temos três lives importantes nesse contexto, a primeira foi no mês passado sobre sexualidade e saúde. A segunda vai acontecer dia 27 deste mês com o tema “Direito das Mulheres na Amazônia”. No mês de maio teremos a realização de outra live com o tema ‘Juventude e Meio Ambiente’”, explica a diretora.

Integração profissional

Além de levar conhecimento e capacitação para as participantes, as lives proporcionam a possiblidade de interação também para as profissionais convidadas. É o caso da advogada, feminista, conselheira federal da OAB, voluntária na ONG Maria Bonita e do Observatório de Candidaturas Feministas, Márcia Álamo.

“Eu acho uma iniciativa muito boa utilizar esta ferramenta a nosso favor para compartilhar conhecimento e as nossas vivências. É, inclusive, um dos poucos, legados positivos que a pandemia nos deixou. Estamos tão distantes dos grandes centros e oportunidades, assim são muito bem-vindas. Temos especificidades da região, e valorizar esses saberes com pessoas de outros Estados, e, até países, é maravilhoso”, ressalta Álamo.

A profissional vai compor o time da próxima live junto a nomes como Luciana Valente, advogada e servidora do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) na área ambiental, Silvia Loureiro – professora da Ufam de Direito Internacional e Direitos Humanos e Direito Constitucional. A mediação vai ficar por conta da diretora de programas da Casa Rio, Quésia Reis.

Sobre as instituições

Com a finalidade de semear conceitos e práticas voltadas à sustentabilidade, o Instituto 5 Elementos é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – Oscip fundada por mulheres educadoras em 1993, em São Paulo. O trabalho pode ser ligado a organizações públicas e privadas construindo conjuntamente projetos e soluções com a missão de promover a transformação da sociedade por meio de práticas de Educação que promovam a cidadania. www.5elementos.org.br

Atuando desde 2014 na região da BR 319, no Estado do Amazonas, a Casa do Rio é uma instituição sem fins lucrativos, com iniciativas que contribuem para o desenvolvimento humano e territorial, por meio da educação integral, empreendedorismo e agroecologia.

Formado a partir do entendimento de que a definição e implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) à instituição financiadora, o Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030) trabalha para fazer da palavra acordada uma ação efetiva no cotidiano do País. As ODSs vêm trabalhando diretamente na defesa de direitos, no combate à desigualdade e no respeito aos limites do planeta.