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20 de novembro de 2021
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Com informações da Folha de S. Paulo

SÃO PAULO – Uma carta assinada por ex-presidentes, ex-premiers e parlamentares de 26 países afirma que os protestos convocados por Jair Bolsonaro (sem partido) para o dia 7 de setembro são “uma insurreição” que “colocará em risco a democracia no Brasil”.

O presidente Jair Bolsonaro deixa o Ministério da Defesa após evento, em Brasília (Pedro Ladeira/Folhapress)

OLHOS ATENTOS

O documento deve ser divulgado nesta segunda (6). Entre os mais de 150 signatários estão o ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, o ex-presidente da Colômbia Ernesto Samper, o ex-presidente do Equador Rafael Correa, o ex-presidente da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero e o vice-presidente do Parlamento do Mercosul, Oscar Laborde.

MAPA

Os professores Noam Chomsky e Cornel West, dos Estados Unidos, o Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e o ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim também assinam, além de parlamentares de países como Grécia, Reino Unido, EUA, França, Nova Zelândia, Austrália, Equador, Chile e Uruguai.

MEDO

“O presidente Jair Bolsonaro e seus aliados — incluindo grupos supremacistas, polícia militar e servidores públicos em todos os níveis do governo — estão preparando uma marcha nacional contra a Suprema Corte e o Congresso em 7 de setembro, alimentando temores de um golpe na terceira maior democracia do mundo”, afirmam.

"Muitos vão falar também do voto impresso, do voto auditável com a contagem pública. Estão pedindo muita coisa? Não estão pedindo nada além do normal, nada além daquilo que os próprios Poderes da República deveriam atender essas pessoas"
“Muitos vão falar também do voto impresso, do voto auditável com a contagem pública. Estão pedindo muita coisa? Não estão pedindo nada além do normal, nada além daquilo que os próprios Poderes da República deveriam atender essas pessoas” (Adriano Machado/Reuters)

BRAVATA

A carta cita as ameaças golpistas propagadas por Bolsonaro nas últimas semanas, como a declaração de que as eleições de 2022 podem não ocorrer, se não houver a adoção do voto impresso.

VIGILANTES

“Estamos seriamente preocupados com a ameaça iminente às instituições democráticas do Brasil — e estamos vigilantes para defendê-las antes e depois do dia 7 de setembro”, dizem.

ARTICULAÇÃO

A carta foi coordenada pela Progressive International, rede global progressista que busca conter o avanço da direita no mundo. No mês passado, a entidade enviou uma delegação ao Brasil para sondar ameaças do Governo Jair Bolsonaro.

Leia a carta na íntegra.