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28 de novembro de 2021
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Nícolas Marreco – Da Revista Cenarium

O Amazonas registrou nesta quinta-feira, 9, 95 novos casos de pessoas confirmadas com o novo coronavírus (SARS-CoV-2) e dez mortes. Apenas nesta semana, desde domingo, são 588 novas pessoas infectadas. Ao todo, o estado somou 899 casos, sendo 800 concentrados em Manaus, e 40 mortes desde o início da pandemia.

Os números foram indicados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). O município no interior com mais infectados é Manacapuru, com 48 casos; sendo também o com mais óbitos, somando três mortes. Itacoatiara e Iranduba, também na Região Metropolitana de Manaus, registram ambas 11 casos, sem mortes.

Nesse sentido, um ponto em destaque é o atendimento aos pacientes com quadro grave, principalmente os que vêm de fora da capital, já que não há Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no interior.

O secretário executivo de atenção especializada ao interior, Cassio Roberto, explicou que o complexo regulador do sistema público de saúde elenca por prioridade cada paciente notificado, o que pode, em certas vezes, atrasar a assistência no deslocamento à Manaus.

“Todos os dias às 6h, o sistema é alimentado com as informações dos hospitais. A empresa que presta serviço faz o plano de voo, que também é limitado pelas questões climáticas. Situações como aeroporto sem combustível também surge; e outros diversos fatores. Teve um caso que vimos não haver necessidade de três remoções de pacientes à capital, após serem diagnosticados, sendo necessário apenas o isolamento social”, defendeu.

O hospital de referência no Amazonas no recebimento de pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19 é o Delphina Aziz. O traslado de pacientes fora de Manaus ocorre por UTI aérea. Um dado que alerta é o indicativo de 95% dos 293 leitos disponíveis em UTIs, da rede pública e privada, estarem ocupados. A informação veio do ex-secretário de Estado de Saúde, Rodrigo Tobias de Sousa.

Na terça, o governador Wilson Lima (PSC) divulgou que a capacidade do estado em UTIs deve se esgotar em uma semana. O hospital Nilton Lins, plano B do Executivo, tem previsão de iniciar as atividades em oito dias. Segundo Wilson, serão 400 novos leitos, 50 de UTIs e 350 clínicos. Na live desta quinta, o secretário de atenção ao interior amainou a questão, afirmando haver “ocupação muito dinâmica” para liberar leitos para pacientes graves, englobando também a população do interior.

Curva de contaminação

Desde o início do mês, o Amazonas não teve um dia em que o números de casos de infectados manteve-se estável ou diminuído. A diretora-presidente da FVS, Rosemary Pinto, reiterou que a curva atual de contaminação está ascendente, em que espera-se, ainda, o pico de contaminação entre a segunda quinzena de abril e a primeira quinzena de maio.

“Na maioria dos casos infectados o portador apresenta sintomas brandas ou é assintomático à doença, e mesmo assim continua transmitindo. Temos uma epideia em curso; é muito difícil falarmos em quantas vão ser afetadas. O potencial é até 80% de 2,2 milhões de habitantes (população de Manaus) contrair o vírus. A curva pode triplicar, quadruplicar porque hoje temos 899 casos numa cidade com mais de dois milhões de pessoas”, declarou.

O Ministério da Saúde reiterou nos últimos dias que em níveis de contaminação como o do Amazonas, deve-se manter estrito isolamento e medidas mais rígidas de evitar aglomerações. “Ontem vi num banco uma fila, a maioria de idosos, despeitando a distância de um metro e sem usar máscaras. São candidatos ao coronavírus”, completou Rosemary.

Números gerais

Um total de 64 óbitos foram notificados ao Governo, 13 descartados e 11 estão em investigação. O número confirmado atualmente é 40 mortes por Covid-19. De pacientes internados, são 244. Desses, 139 confirmados para a nova doença, divididos em 76 leitos clínicos e 63 em UTIs. Já dos pacientes suspeitos internados, 78 estão em leitos clínicos e 27 em UTIs, somando 105 internados.

No interior, Santo Antônio do Içá tem sete casos, Parintins dois, com duas mortes, São Paulo de Olivença, quatro casos, Tonantins, três, Careiro da Várzea e Presidente Figueiredo, ambos dois. Anori, Boca do Acre, Novo Airão, Manicoré e Tabatinga têm um caso em cada, com uma morte em Novo Airão e Manicoré.