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19 de abril de 2021

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Com informações do Portal Geledés

ESTADOS UNIDOS – A cédula de US$ 20, uma das mais usadas dos EUA, deverá mudar de cara em breve. Logo após Joe Biden assumir a Presidência, em janeiro deste ano, ele retomou um antigo projeto, criado por Barack Obama, em 2016, para substituir a efígie de Andrew Jackson, que estampa a nota desde 1928. A escolhida é uma mulher negra, a ativista Harriet Tubman (1822-1913), que lutou contra a escravidão e pelo voto feminino no País.

Trump sentou sobre projeto

O projeto estava parado desde que Donald Trump assumiu a Presidência, em 2017. Trump é admirador de Andrew Jackson, inclusive ele tinha um quadro do 7º presidente dos EUA pendurado no Salão Oval durante a sua gestão.

Ainda na campanha eleitoral, em 2016, Trump já havia dito que o plano de Obama para substituir a efígie da cédula de US$ 20 era algo “puramente politicamente correto” e, de maneira pejorativa, sugeriu que Tubman fosse retratada na nota de US$ 2, que quase não circula mais.

Jackson é até hoje uma figura controversa no País. Ele foi proprietário de negros escravizados e lembrado por sua política de expulsão dos índios nativos americanos de suas terras – e até por promover uma limpeza étnica no País.

Quem foi Harriet Tubman?

Por outro lado, os feitos de Harriet Tubman são absolutamente memoráveis e heroicos. Nascida escravizada, ela atuou como espiã na Guerra Civil Americana e ajudou a libertar os negros escravizados dos Estados sulistas, levando-os escondidos para os Estados do norte, onde não havia escravidão. Ela também foi a única mulher a liderar homens em um combate durante a guerra.

Após o fim do conflito, ela se mudou para Nova Iorque, onde liderou uma campanha pela igualdade dos direitos das mulheres e pelo voto feminino. Ela morreu pobre, aos 90 anos, em Auburn, no Estado de Nova Iorque.

Outras mulheres no dólar

Se o projeto for aprovado, Tubman será a primeira mulher negra em uma nota de dólar, mas não será a primeira mulher. Martha Washington, primeira-dama dos Estados Unidos, foi a pioneira. Ela estampou, entre 1860 e 1890, a nota de um dólar de prata.

Mara Washington, primeira-dama do EUA, estampou a nota de US$ 1 entre 1860 e 1890 (Reprodução/Internet)

A segunda mulher foi a índia Pocahontas, entre 1865 e 1869, que também apareceu nas cédulas de US$ 20. Ela aparece sendo batizada e recebendo seu nome cristão, Rebecca.

Na cédula, índia Pocahontas aparece sendo batizada e recebendo seu nome de cristã, Rebecca (Reprodução/Internet)

Para além das notas de papel, outras mulheres também foram homenageadas nas moedas de dólar americano. A sufragista Susan B. Anthony foi a primeira a aparecer na moeda de US$ 1, entre 1979 e 1981, e depois, em 1999.

A sufragista Susan Anthony apareceu na moeda de US$ 1 entre 1979 e 1981, e, depois, em 1999 (Reprodução/Internet)

Também na moeda de US$ 1, em 2000, a índia Sacagawea, que guiou Lewis W. Clark até a Costa Oeste, foi homenageada.

Em 2000, a índia Sacagawea, que guiou Lewis w. Clarck até a Costa do Oeste, foi homenageada na moeda de US$ 1 (Reprodução/internet)

Ainda na América do Norte, em 2018, o Canadá lançou sua primeira cédula com uma mulher negra, a ativista pelo direito civil Viola Desmond.

Em 2018, o Canadá lançou uma nota com uma mulher negra e ativista do direito civil; Viola Desmond (Reprodução/CNN)

E no Brasil?

Já no Brasil, apenas duas mulheres foram homenageadas nas cédulas: a princesa Isabel e a escritora Cecília Meireles.

Efígie da Princesa Isabel estampou a cédula de 50 cruzeiros, que depois virou 0,05 cruzeiros novos (Reprodução/Internet)
Cédula de 100 cruzados novos estampou a imagem da escritora Cecília Meireles de 1989 a 1992 (Reprodução/Internet)