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19 de abril de 2021

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Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS – O Amazonas é o segundo Estado com menor rendimento domiciliar per capita na Amazônia, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa sexta-feira, 26. O valor desse rendimento no Estado foi de R$ 852 em 2020. A nível nacional, o valor foi de R$ 1.380 no ano passado.

Dos nove Estados que fazem parte da Amazônia Legal, assim como o Amazonas, as famílias do Maranhão, Pará, Amapá, Acre e Roraima têm rendimento domiciliar per capita menor que um salário mínimo, atualmente de R$ 1.045. Já em Tocantins, Rondônia e Mato Grosso este valor foi superior ao valor do salário mínimo.

Comparativo baseado na pesquisa do IBGE. (Arte: Guilherme Oliveira/Revista Cenarium)

Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidas por cada morador de uma residência, no período referência da pesquisa. Já o rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares, em termos nominais, pelo total dos moradores.

Pnad

Os valores dos rendimentos domiciliares per capita referentes a 2020 são calculados com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU). A pesquisa calcula o rendimento domiciliar per capita do país e de cada uma das unidades da federação.

A Pnad é uma pesquisa domiciliar trimestral que capta informações socioeconômicas e demográficas em cerca de 211.000 domicílios, em mais de 3.500 municípios do país. Desde março de 2020, devido à pandemia, a coleta das informações da Pnad, realizada de forma presencial nos domicílios selecionados, passou a ser feita completamente por telefone.

A pesquisa abrange todo o país, exceto áreas especiais como aldeias indígenas, quartéis, bases militares, alojamentos e acampamentos. Bem como embarcações, barcos, navios e penitenciárias, assim como colônias penais, presídios e cadeias.

Também estão inclusos asilos, orfanatos, conventos, hospitais e agrovilas de projetos de assentamentos rurais ou setores censitários localizados em terras indígenas. As embaixadas, consulados e representações do Brasil no exterior também não são abrangidos pela pesquisa.

A Pnad Contínua tem como população-alvo os moradores em domicílios particulares permanentes. Não são investigados os moradores em domicílios particulares improvisados, isto é, aqueles que residem em edificações sem dependências destinadas exclusivamente à moradia ou em locais inadequados para uma habitação.