Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
10 de maio de 2021

Dólar

Euro

Manaus
23oC  29oC
Acompanhe nossas redes sociais

Com informações do O Globo

RIO DE JANEIRO – O desmatamento na Amazônia atingiu em março passado o pior índice para o mês nos últimos dez anos, segundo um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgado nesta segunda-feira.

Foram 810 km² desmatados da Amazônia Legal, área equivalente à cidade de Goiânia. O total da devastação é três vezes maior do que a área desmatada em março de 2020, quando 256 km² foram subtraídos da floresta. Os dados foram obtidos via Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), que monitora via satélite as áreas desmatadas na região. 

Pará e Mato Grosso concentraram 60% do desmatamento detectado na Amazônia Legal no período analisado: Pará (35%), Mato Grosso (25%), Amazonas (12%), Rondônia (11%), Roraima (8%), Maranhão (6%), Acre (2%) e Tocantins (1%).

O acumulado de janeiro a março em 2021 também apresenta recorde de desmatamento: o total devastado é o maior da série de 10 anos, mais do que o dobro do registrado em 2020. O Imazon também revelou tendência de aumento de agosto a março, com destruição 59% maior do que no período anterior. 

De acordo com o SAD, em março de 2021, 66% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, representando a maioria do território desmatado. O restante do desmate foi registrado em Assentamentos (22%), Unidades de Conservação (11%) e Terras Indígenas (1%).

A notícia chega às vésperas da Cúpula de Líderes sobre o Clima, convocada pelo presidente americano Joe Biden, que ocorrerá na quinta e na sexta-feira desta semana.  

O presidente Jair Bolsonaro chega ao encontro reivindicando US$ 10 bilhões anuais para que o país neutralize as emissões de carbono até 2050, antecipando o prazo original, que era de 2060, para adequá-lo ao proposto por EUA e União Europeia. É uma cobrança incomum e de valor arbitrário, diferente das propostas apresentadas por outras nações nos documentos em que revisam suas metas do Acordo de Paris.