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17 de maio de 2021

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Alessandra Leite – Da Revista Cenarium

MANAUS – Há mais de um ano com o funcionamento limitado devido à pandemia de Covid-19, o Museu da Amazônia (Musa), localizado na Reserva Ducke, na Zona Leste de Manaus, com uma área verde de cinco quilômetros quadrados, esteve em vias de fechar as portas nas últimas semanas. Com o encerramento das parcerias que mantinham despesas fixas, como as contas de água, luz e a folha de pagamento dos funcionários, o museu, inaugurado no ano 2000, passa por uma situação de instabilidade, sem saber o que será na semana seguinte.

Segundo o diretor-científico adjunto do museu, Filippo Stampanoni, a reabertura gradual trouxe um respiro nas últimas três semanas, em que o público voltou a frequentar o espaço, mesmo com as limitações impostas pela pandemia. “Os recursos que nós conseguimos para financiar os nossos projetos se encerram com os projetos e não pagam a nossa folha de pagamento, por exemplo. Estivemos de fato perto da morte do museu, mas agora estamos, gradualmente e com todos os cuidados, voltando a receber os nossos visitantes”, disse Stampanoni, enfatizando que a renda da bilheteria é o que está sustentando a permanência do Musa.

Loja de souvenirs do Musa ganhará versão online em breve (Ricardo Oliveira/Revista Cenarium)

O feriado do dia 1º de maio, de acordo com o diretor-adjunto, promete trazer as pessoas de volta, já que não será mais necessário agendamento das visitas. Stampanoni explicou que as visitas guiadas ainda precisam ser marcadas pelo e-mail. Já as visitas sem guia, que incluem a subida na torre, as trilhas na floresta, o orquidário, o lago das vitórias-régias, os laboratórios experimentais e as exposições estão liberadas na bilheteria, respeitando a limitação de pessoas para evitar aglomerações.

No local, o visitante encontra uma loja de souvenirs, que em breve ganhará versão on-line para expandir as vendas. “Nós estamos com várias ideias para ampliar as nossas fontes de renda e uma delas é a loja, na qual pretendemos aumentar também a quantidade de produtos de fabricação própria, como camisetas e canecas temáticas das exposições vigentes”, disse o diretor.

Estreitamento com a comunidade

Segundo o diretor-científico adjunto, a despeito de estar situado no bairro Cidade de Deus, na zona Leste de Manaus, o percentual de visitantes do entorno é muito pequeno em relação às outras áreas da capital amazonense.

Para mudar essa realidade, o Musa pretende iniciar um processo de estreitamento de laços com a comunidade que abriga o museu a céu aberto. “Estamos pensando no que podemos fazer para atrair essas pessoas para o nosso museu. Por questões socioeconômicas elas são as que menos nos visitam. Mas faremos algo como um dia de visitação grátis na semana para que possamos reverter essa situação”, afirmou.

Questionado sobre as expectativas em relação ao futuro do Museu, Stampanoni foi assertivo: “enquanto toda a população não estiver vacinada o dia de amanhã será sempre um mistério. Chegamos muito perto mesmo de fechar as portas. Por isso pedimos que toda a sociedade se mobilize, venha nos visitar, porque estamos dependendo totalmente da renda da bilheteria”, ressaltou. As informações sobre valores das visitas e horários de funcionamento podem ser acessadas pela página do Musa, na internet.

Torre de Observação

Uma das atrações mais procuradas do Musa é a torre de observação, que tem 42 metros de altura e 242 degraus, cuja vista fica bem acima da copa das árvores. O local precisa de manutenção diária por conta da umidade. A torre possui três plataformas com paradas para contemplação, aos 14, 28 e 42 metros de altura. A observação das aves, o nascer do sol e o pôr do sol estão entre as atividades da torre que seguem com necessidade de agendamento por e-mail.

Vista do alto da torre de observação do Musa (Ricardo Oliveira/Revista Cenarium)

Exposição dos dinossauros amazônicos

Inaugurada no dia 3 de abril, a exposição Passado Presente – Dinos e Sauros da Amazônia é uma das promessas do Musa para atrair mais visitantes nesse momento de reabertura limitada. Considerada uma nova área de grande interesse científico e patrimonial, a paleontologia foi incluída ao já “extenso elenco de paixões e atrações culturais do Musa”.

Com seus dois bilhões de anos de história geológica, a Amazônia – ou o Cráton Amazônico – oferta respostas valiosas à clássica pergunta “de onde viemos?”. Nesse sentido, a exposição mostra que a Amazônia já foi uma terra de gigantes, com apresentação de fragmentos da paleo e geohistória da Amazônia, como réplicas de grandes esqueletos da fauna da região: um amazonsauro (de 10 metros de comprimento), um Eremotherium (uma preguiça gigante de 4 metros de altura) e um purussauro (um jacaré de 13 metros de comprimento). Painéis, vídeos e fragmentos fósseis originais ilustram a história geológica e evolutiva tanto da fauna e flora da floresta como dos ambientes dessa emblemática região.

Uma das áreas comuns aos visitantes do Museu Amazônico (Ricardo Oliveira/Revista Cenarium)

Segundo informações sobre a exposição contidas na página do Musa, nessa região se encontram registros de grande relevância para o estudo da geologia e da história natural do continente sul-americano. Dedicada à memória da geóloga Rosalie Benchimol, professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) a exposição Passado Presente foi financiada com recursos da empresa Bemol, por meio do programa de incentivo à cultura Pronac (Lei Rouanet).

Museu da Amazônia tem reabertura com respeito às medidas de segurança de combate à pandemia (Reprodução/Internet)

Serviço:

Localização

Av. Margarita, 6305 (antiga Uirapuru)
Jorge Teixeira – Manaus, AM
CEP 69088-265

Visitação por AGENDAMENTO

De segunda a sábado (exceto quarta-feira, fechado para manutenção)
Das 8h30 às 17h (o portão de entrada fecha às 16h)

Ingressos

Visita sem guia: R$ 30
A visita inclui a subida na torre, as trilhas na floresta, orquidário, lago,
laboratórios experimentais e exposições

Visita + trilha guiada: R$ 50

Meia-entrada: estudantes, idosos brasileiros e moradores de
Manaus (apresentar identidade e comprovante de residência)

Entrada gratuita: crianças até 5 anos

“Observação de aves”, “nascer do sol” e “pôr do sol” na torre

R$ 50 por pessoa, por atividade
Agendamento por e-mail [email protected]

Uso de máscara é obrigatório

Menores de 14 anos devem ser acompanhados por responsável.
OBRIGATÓRIO o uso de calçado fechado (bota ou tênis) e máscara.

Mais Informações

Telefones: (92) 3582-3188 • 99280-9059
Whatsapp: (92) 99280-4205
[email protected]