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18 de novembro de 2021
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Carolina Givoni – Da Revista Cenarium

MANAUS – Em coletiva de imprensa voltadas às ações do plano de vacinação na capital amazonense nesta segunda-feira, 11, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), afirmou que apesar de todas as medidas de contenção da Covid-19, o Estado sofre as consequências de aglomerações e festas clandestinas.

“Hoje nós estamos pagando o preço de festas clandestinas e das aglomerações. Agora as pessoas entendem que as medidas ditas como antipáticas, servem para garantir o mínimo de atividades econômicas e preservar a vida das pessoas”, disse Lima.

Em concordância com o líder do Executivo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reforçou que a indiferença da população frente ao vírus, deixou o governo sem muitas opções de enfrentamento.

“A falta de oxigênio, de pessoal na saúde e leitos colapsados. Estamos entre a cruz e a espada. A tentativa de equilíbrio de abrir ou fechar o comércio é uma decisão difícil. Mas é necessário a implantação de medidas para evitar a entrada de mais pessoas nos hospitais”, disse Pazuello.

Para o ministro, os profissionais da saúde precisa priorizar o atendimento de pacientes, evocando o altruísmo da classe. “Hoje a guerra é o combate ao novo coronavírus. Os profissionais de saúde são os profissionais chave para isso. O momento não é de reivindicações, de abono salarial e sim salvar vidas”, disparou.

Enfrentamento

O governador anunciou que o Exército Brasileiro (EB) está utilizando o domínio logístico da Força Militar para reforçar a demanda de oxigênio nos hospitais da capital.

“O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, e o Exército não têm medido esforços para buscar os cilindros de oxigênio de Belém, São Paulo e Rio de Janeiro. Com a chegada, eles devem abastecer os hospitais que estavam com estoques baixos e normalizar os atendimentos”, confirmou.

Wilson Lima também afirma que está monitorando as possíveis variações do novo coronavírus e que casos Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) aumentaram o número de internações em leitos clínicos.

“Estamos monitorando e viabilizando estudos sobre as variantes do vírus. Mas o aumento das interações por SRAG se dá por conta do clima chuvoso, comum a esta época do ano”, justificou.

Wilson Lima também afirmou que os prefeitos do interior foram mais bem sucedidos no enfrentamento da pandemia, do que na capital. “Nós tivemos um quadrado agravado no capital em abril e maio. E agora, com uma situação complicadíssima do novo aumento de casos, surpreendentemente o interior teve uma reposta mais positiva”, detalhou.

Segundo ele, a quantidade de óbitos menor está relacionada com a prioridade a atendimentos de Covid-19 nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Isso aconteceu por conta da cobertura básica de saúde. Em Manaus, poucas UBSs estavam voltadas para Covid”, reforçou Wilson.

Vacinação

Sem mencionar prioridade de vacinação ao Amazonas, que atualmente está na fase roxa da pandemia de Covid-19, Pazuello declarou como deve funcionar a estratégia nacional adorara pelo Ministério da Saúde (MS).

“Das 354 milhões doses garantidas da Fiocruz AstraZeneca, 100 milhões será aplicadas até junho e 110 milhões até dezembro. Lembrando que são doses contratadas”, detalhou.

O ministro da Saúde alertou que a vacina do Butantã ainda está sob avaliação técnica. E que a imunização ainda está na terceira fase de estudo.

“Uma aplicação da dose vai a 71%, isso talvez reduza o nível de contágio da pandemia. E com a segunda dose, a eficácia sobe para 91% ou 92%”, completou Pazuello.