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20 de novembro de 2021
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Carolina Givoni – Da Revista Cenarium*

MANAUS – Um estudo da Universidade Wilfrid Laurier, no Canadá, analisou o comportamento de 40 cobras da espécie Thamnophis sirtalis durante um período de oito dias e concluiu que a maioria delas é sociável, preferindo “fazer amizade” com outras serpentes que já haviam tido contato inicial.

O psicólogo Noam Miller e o estudante Morgan Skinner responsáveis pelo estudo, concluíram que após agrupar os répteis em quatro grupos, com dez integrantes cada um, os animais ofídios nativos do sudeste e da maior parte da América do Norte, circulavam entre grupos vizinhos espontaneamente.

As posições das cobras eram registradas duas vezes ao dia e os especialistas observaram a busca por interação social entre elas. Em determinado momento, a tendência de se reunir com os mesmos indivíduos do grupo, formando “panelinhas” foi comprovada. De acordo com Skinner, a estrutura social delas “é, de certa formam surpreendentemente semelhante à dos mamíferos, incluindo humanos”, disse em entrevista à Science Magazine.

Segundo os autores, esse agrupamento é vantajoso para as cobras, pois podem protegê-las de presas e ajudar a reter calor e umidade. Embora o estudo tenha sido realizado em laboratório, os autores apontam que esse comportamento também pode também ocorrer na natureza.

Além disso, a descoberta pode ajudar os esforços de conservação da espécie, pois a formação de grupos poderia impedir que escapassem de habitats seguros. Segundo a Science, os cientistas não sabem o que causa essas amizades entre as cobras, mas uma coisa é certa: as amigas que andam juntas permanecem juntas. Após a observação realizada, o artigo foi publicado em abril deste ano na Revista Behavioral and Sociobiology.

Assista ao vídeo do experimento:

(*) Com informações da Galileu