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5 de dezembro de 2021
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Victória Sales – Da Cenarium

MANAUS (AM) – Na manhã desta terça-feira, 24, o fotojornalista Edmar Barros divulgou, em uma rede social, um relato sobre a ameaça que recebeu por meio do seu WhatsApp. Segundo Barros, a ameaça aconteceu após o profissional divulgar imagens de queimadas que estavam acontecendo no município de Lábrea, no Sul do Amazonas.

De acordo com Edmar, as ameaças chegaram ao seu telefone na noite dessa segunda-feira, 23. “Quem me ameaçou não deve conhecer minha personalidade e muito menos meu trabalho, se eu tivesse medo de ameaças jamais teria escolhido o fotojornalismo como profissão, quem me conhece sabe que quando me ameaçam ou tentam impedir meu trabalho ai que vou pra cima mesmo”, explicou em rede social.

Ainda na publicação, Edmar afirma que “infelizmente” não está mais em Lábrea. “Recebi a mensagem abaixo ontem a noite, uma pena que não estou mais em Lábrea, pois já estaria agora pela manhã lá no ramal do km 42 novamente procurando o ‘valentão’ criminoso ambiental”, escreveu Edmar.

Na mensagem, a pessoa não identificada afirma que estava trazendo um recado do “pessoal do 42”. “Se você vier meter o seu rabo aqui em Lábrea para denunciar as derrubadas você vai queimar junto na queimada, vou te dar dois dias para você sumir aqui da região, fica dito, seu x9, seu relógio está contando fique ligeiro, vai virar churrasquinho. Recado dado”, disse.

Ameaça feita ao fotojornalista, Edmar Barros (Reprodução/Instagram)

Queimadas

Vale ressaltar que Lábrea teve o maior número de focos de queimadas entre os dias 1º de janeiro e 8 de agosto de 2021, segundo dados disponibilizados pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), do Amazonas. Em conjunto, é possível identificar também o município de Apuí como um dos maiores locais com focos de calor. Lábrea acumula 761 focos, enquanto Apuí, o segundo município no ranking, acumulava 736, de acordo com boletim divulgado pela secretaria no último dia 10.

No total, foram registrados 3.223 focos de queimadas em todo o Amazonas. Mas apesar do número ser alto, ele ainda é menor que o registrado no mesmo período em 2020, quando foram registrados 5.250 focos de incêndios. Entre os Estado da Amazônia Legal a queda do Amazonas foi de 38,6%, sendo a maior entre os nove Estados.