19 de setembro de 2020

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Da Revista Cenarium*

MANAUS – Nesta segunda-feira, 14, os internautas acordaram com uma boa lembrança repleta de saudades e emoções. A cantora britânica, Amy Winehouse, que morreu em julho de 2011 completaria seu 37º aniversário.

Amy nasceu em 14 de setembro de 1983, em uma área suburbana de Southgate, bairro de Londres, numa família judia de quatro pessoas e de tradição musical ligada ao jazz. Seu pai, Mitchell Winehouse, era motorista de táxi e sua mãe, Janis, farmacêutica. Amy tinha ainda um irmão mais velho, Alex Winehouse. Ela cresceu também em Southgate, onde estudou música na Ashmole School.

Os primeiros passos na música iniciaram em 2002, quando cantou pela primeira vez para o produtor Darcus Breeze, que ouviu os demos que a cantora havia enviado e quis saber “Quem era aquela garota com voz de jazz e blues”. Logo em seguida, Amy assinou um contrato com a Island Records e passou a produzir um material musical com Salaam Remi. O seu primeiro álbum foi gravado durante a temporada de 2002 e 2003, em Miami, no estúdio de Remi. Segundo o pai da cantora, durante o outono de 2003, enquanto dirigia seu táxi, via nas ruas de Londres cartazes com o rosto de Amy, divulgando o lançamento de seu álbum de estreia.

Álbum de estreia: Frank

Amy Winehouse no Festival Summer Sundae 2004 na cidade de Leicester, Inglaterra (Reprodução/ Internet)

O álbum de estreia, Frank, foi lançado em outubro de 2003, com as etiquetas da Island Records, boa parte das canções do álbum possuem influências do jazz e todas as canções foram escritas por Winehouse, sendo descritas como “muito sinceras”. O nome do álbum foi em homenagem ao cantor que Amy era fã, Frank Sinatra. De início, o disco foi bem recebido pela crítica e sua voz foi comparada à de Sarah Vaughan, dentre outras.

Frank foi incluído na famosa lista dos “1001 álbuns para ouvir antes de morrer”, criada por Robert Dimery. A campanha para promover o álbum foi feita com o lançamento de dois singles clássicos, Stronger Than Me e Take the Box, e mais dois singles com dois lados, In My Bed/You Sent Me Flying e Pumps/Help Yourself. Ambos alcançaram a 65ª posição na UK Singles Chart. O maior sucesso foi a canção Take The Box, classificada na 57ª posição no UK Singles Chart.

Assim, inicialmente, o álbum não teve muito destaque, mas, em 2008, recebeu a IFPI de disco de platina, com um milhão de exemplares vendidos na Europa, o que impulsionou as vendas nos Estados Unidos, chegando a mais de 307.000 cópias vendidas. Em fevereiro de 2004, Amy recebeu duas indicações ao Brit na categoria “melhor artista feminina britânica” e “melhor cantora de R&B”. Além disso, Frank foi indicado para o prêmio Mercury Prize e Amy Winehouse recebeu o Ivor Novello pelo single Stronger Than Me. No início de 2005, ela começou uma turnê com uma série de concertos no Reino Unido e, posteriormente, tornou pública a sua dependência de álcool.

Segundo e último álbum de estúdio: Back To Black

Amy Winehouse na gravação do DVD – Live In London em 2007

O álbum Back To Black é o segundo e último álbum de estúdio de inéditas da cantora. Seu lançamento foi em 31 de outubro de 2006 no Reino Unido. As gravações para o sucessor de Frank iniciaram-se em novembro de 2005, sendo interrompidas no mesmo mês, devido aos problemas pessoais da artista, reiniciando-se apenas em março de 2006, estendendo-se, desta vez, por um período de cinco meses, com término em agosto. Durante a elaboração do material, a cantora trabalhou com Mark Ronson e Salaam Remi, creditados nas notas da obra como produtores, e teve grande participação nas composições.

O álbum foi amplamente reconhecido como um dos melhores álbuns lançados entre 2006 e 2007 em várias publicações de final de ano. O periódico britânico The Guardian, por exemplo, apontou-o como o segundo melhor lançamento de 2006, alcunhando Winehouse de “Rainha do Soul” e elogiando a produção de Mark Ronson, chamando-o “gênio”. Enquanto a revista americana Rolling Stone posicionou-o em 40.º lugar. Josh Tyrangiel, repórter da revista Time, nomeou-o como o melhor disco de 2007, colocando também “Rehab” no número um na lista das melhores canções, e declarou: “O que ela é, é tagarela, divertida, sensual, e possivelmente muito louca. Além dessas, Back to Black também se destacou nas listas das revistas Bilboard (3.ª posição) e Blender (8.ª posição), nos periódicos The New York Times alcançou a 3.ª posição), nas listas dos “Melhores CDs da Década de 2000”, elaboradas pela revista Q Magazine e pelo The Times, Back to Black ficou no primeiro e segundo lugares, na Rolling Stone, foi classificando no número 451 no dos “500 Melhores Álbuns de Sempre”, em 2012.

Ao todo o álbum recebeu 6 indicações a seis categorias à 50.ª edição do Grammy Awards: concorreu a prêmios como “Canção do Ano”, “Gravação do Ano”, “Melhor Performance Vocal pop Feminina”, “Artista Revelação”, “Melhor Álbum Vocal pop” e “Álbum do Ano”, tendo vencido as cinco primeiras.

Morte precoce e introdução ao ‘clube dos 27’

Amy Winehouse morreu por volta das 15h54min de 23 de julho de 2011 (horário de verão britânico), duas ambulâncias foram chamadas para a casa de Winehouse em Camden, Londres, devido a um chamado à polícia britânica para atender uma mulher desfalecida. Pouco tempo depois, as autoridades metropolitanas haviam confirmado a morte da cantora. Posteriormente, foi aberta uma investigação a fim de determinar a causa da morte de Amy, porém os primeiros resultados não foram conclusivos e uma análise toxicológica foi necessária. Apenas em 26 de outubro do mesmo ano, os relatórios finais puderam indicar que a causa da morte decorreu de um consumo abusivo de álcool após um período de abstinência, que mantivera até o dia 22 do mesmo mês. Suzanne Greenaway, médica legista disse: “Ela consumiu uma quantidade muito grande de álcool, a concentração era tanta que foi 4,16 g/L de álcool no sangue, e esse alto consumo de álcool resultou em sua morte rápida e inesperada”.

Grafite do Clube dos 27 do artista Khayim Ben Atar em Tel Aviv, representando vários membros do clube (Reprodução/Internet)

Curiosamente a cantora morreu aos 27 anos e acabou sendo incluída ao ‘Clube dos 27’, termo que se refere à crença de que grandes artistas da música popular mundial morreram aos 27 anos, devido ao uso frequente de drogas e ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, ou meios violentos como homicídio ou suicídio. Cantores como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain também fazem parte do ‘clube’.

Cantora e compositora, deixou um grande legado em sua trajetória musical e até hoje é considerada uma das maiores artistas do mundo. Dona de uma voz única, a musa britânica deixou milhões de fãs espalhados no mundo inteiro e hoje só nos resta saudades.

(*) Gisele Coutinho, sob a revisão de Luís Henrique Oliveira

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