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28 de outubro de 2021
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Mencius Melo – Da Revista Cenarium

MANAUS – Na semana em que provavelmente será decidido pela nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), se é ou não pré-candidato a prefeito de Manaus, o Deputado Federal José Ricardo concedeu entrevista exclusiva à REVISTA CENARIUM.

Com a mesma voz serena de sempre, o parlamentar discorreu sobre perguntas feitas pela reportagem e ainda comentou sobre Lula, CPI da Saúde no Amazonas, Bolsonaro e o futuro presidencial.

Acompanhe:

REVISTA CENARIUMO senhor, como parlamentar federal, é a favor da ‘CPI da Saúde?’ Ou entende que esse assunto é algo que interessa somente ao parlamento estadual e ao governador do Estado?

José Ricardo – “Sou a favor, inclusive que se investigue os últimos 20 anos. Essa precarização do serviço de saúde pública estadual, foi implantada ao longo desse período. Não podemos mais aceitar como aconteceu com a ‘Maus Caminhos’, que demonstrou o desvio de milhões de reais”.

REVISTA CENARIUM – Eleições para presidente. Em uma eventual possibilidade da candidatura Lula, o senhor marcharia com ele, ou prefere um nome mais jovem como o de Fernando Haddad?

JR“Acredito que o candidato do PT na próxima eleição será o Fernando Haddad. O Lula era o candidato da eleição passada, mas, foi impedido pelo golpe que foi dado, pela condenação injusta e sem provas. Todo o processo foi conduzido pelo Juiz Sérgio Moro, que ao final, como prova maior, foi premiado como ministro do governo Bolsonaro. Agora saiu brigado com o Bolsonaro. Não fez nada como ministro na área da segurança, não deu nenhuma contribuição para melhorar nada nesse País, pelo contrário: fragilizou as instituições e hoje temos um lunático, ignorante, fascista e despreparado na presidência da república”.

RC – Existe um tema eleito pelo senhor para falar à população de Manaus? Ou quais temas o senhor considera urgente para o povo da capital?

JR“Manaus é a 7ª cidade do Brasil, a maior da Amazônia. E uma das que mais cresce nas regiões norte e oeste. Manaus tem problemas urgentes como a questão da mobilidade urbana. Uma política de urbanismo, nas questões de terras e políticas habitacionais. Também precisamos cuidar das mulheres, das crianças, da educação e saúde básica. Temos que cuidar da cidade. Dos jovens, dos indígenas que habitam Manaus. Manaus tem que ser uma cidade para o povo”.

REVISTA CENARIUMTemos um Estado, com a saúde comprometida. Fato que ficou público – e ainda está – público, durante a pandemia. Qual sua contribuição como parlamentar para melhorar esse quadro?

JR – “Desde o mês de março apresento projetos de lei para contribuir com a população que hoje mais precisa. Lutamos pelos auxílio emergencial, mas, continuamos lutando para manter por mais tempo e para o valor ser maior. Também entramos com o projeto para o pagamento de insalubridade para os trabalhadores da saúde. E sou co-autor do projeto que define políticas para os povos indígenas, durante a pandemia. Eu também entrei com o projeto de créditos para as micro e pequenas empresas e apoiei e lutei pelo projeto de apoio aos trabalhadores da arte e da cultura (Lei Aldir Blanc)”.

REVISTA CENARIUMDeputado José Ricardo, independente de qualquer contexto decisório, seu mandato é sagrado, porque outorgado pelo povo. Quais seus planos e projetos em prol dos amazonenses, nesse pós-pandemia?

JR – “Meu mandato continuará sendo como foram os meus mandatos como vereador de Manaus e deputado estadual pelo Amazonas. Continuará sendo um mandato participativo, ouvindo muito a população. É um mandato propositivo porque apresentamos muitos projetos de lei e também continuará sendo um mandato de cobranças, de fiscalização e denúncias. Nesse pós-pandemia vamos cobrar ainda mais o governo federal para olhar para o Amazonas com mais recursos para a saúde, infraestrutura e para o interior do Estado. Como parlamentar vou continuar minha luta de fiscalizar, cobrar e propor soluções para os problemas da população”.

Segundo o que apurou a reportagem, a decisão sobre a possível pré-candidatura de José Ricardo será decidida na segunda-feira, 15, pela Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, mas, sobre este tema o parlamentar não quis comentar e disse que prefere aguardar a decisão.