Oficina de teatro e dança estuda relação e significado de objetos para povos indígenas da Amazônia

Mencius Melo – Da Revista Cenarium

MANAUS – O “Corpobjeto”, projeto da arte da educadora e bailarina Mara Pacheco e a atriz performer Joce Mendes, realizará oficina de teatro, dança e lives, entre os dias 9 e 27 de abril. O projeto foi contemplado na Lei Aldir Blanc, por meio do Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC). As inscrições são limitadas e podem ser realizadas pelo WhatsApp, por meio do link.

O projeto está dividido em duas oficinas que irão acontecer de forma virtual, presencial e em lives. A primeira será a oficina “Objeto e Fala”, que ocorrerá entre os dias 9 a 16 de abril, a partir das 19h. No formato virtual, a oficina será ministrada pela atriz e performer Joce Mendes. A live acontecerá entre os dias 26 e 27 com lideranças indígenas.

Já a oficina “Corpo e Objeto”, voltada para a expressão da dança, será conduzida pela arte educadora e bailarina Mara Pacheco. Mara aliás, é a proponente do projeto. A oficina será presencial e acontecerá entre os dias 10 e 17 de abril, das 15h às 17h no Espaço Cultural Uatê que fica na avenida Rodrigo Otávio, 1.381 – São Lázaro, zona Sul de Manaus. A live acontecerá entre os dias 26 e 27 com lideranças indígenas.

O ‘Corpobjeto’ é mais um resultado positivo da Lei Aldir Blanc voltada para auxiliar os artistas brasileiros em meio a um dos momentos mais críticos para a classe, no Brasil (Reprodução/Divulgação)

Textos

De acordo com Magno Fre Sil, produtor do evento, o projeto vem do estudo e das observações da proponente. “Na oficina de teatro serão trabalhados textos dentro da cultura indígena criados durante esse processo observatório do estudo de Mara”, adiantou.

“Já a de dança vai trabalhar diretamente com os objetos em um processo de criação artística. A oficina de dança tem poucas vagas para que possamos seguir as recomendações de prevenção contra a Covid-19”, detalhou Magno.

Ainda de acordo com o produtor, a base do projeto é conceitual. “O ‘Corpobjeto’ estuda a significação dos objetos para os indígenas, que os veem como parte do seu próprio corpo, e essas oficinas querem levar isso aos participantes”, observou Fre Sil.

Lideranças

A terceira fase do “Corpobjeto” são as lives. Nesse formato, o projeto contará com a participação dos líderes indígenas Agnilson Ticuna e o líder indígena Abraao Naqua Maiuruna. Haverá ainda participação de Iura Marubi. O encontro virtual acontecerá nos dias 26 e 27 de março, às 18h, no Instagram (@espacoculturaluate).

De acordo com Magno Fre Sil, os convidados irão detalhar ainda mais a temática do projeto. “Os líderes indígenas vão levar ao público o debate sobre os objetos indígenas e o que eles significam para suas respectivas etnias, no caso a Ticuna e a Maiuruna”, adiantou.

O projeto “Corpobjeto” é mais um resultado positivo da Lei Aldir Blanc, por meio do Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) do governo do Estado do Amazonas. Os participantes terão direito a certificado e, ao final do projeto, será divulgado um vídeo com o resultado das oficinas.

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