7 de março de 2021

Com informações da UOL

MANAUS – Após nove dias de internação, morreu hoje por complicações da covid-19, em Manacapuru (distante 100 quilômetros de Manaus), o paciente Emerson Júnior. O rapaz de 30 anos, que tinha Síndrome de Down, protagonizou uma foto emocionante no domingo, 24, ao receber um abraço do enfermeiro Raimundo Nogueira Matos e, assim, permitir que recebesse oxigênio.

Assim que Emerson foi internado, o hospital pediu um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) à central de regulação do estado, a vaga contudo só foi disponibilizada ao menos cinco dias depois. O paciente havia apresentado melhora e a expectativa era de que fosse transferido nesta quinta-feira, 28, para uma UTI em Manaus, mas faleceu nesta manhã.

“Fiquei muito triste, chorei muito”, contou, emocionado, o enfermeiro ao UOL. Emerson deu entrada no dia 20 no hospital de campanha do município de Caapiranga com sintomas da covid-19. De pronto, ele ficou internado recebendo assistência.

O local, entretanto, não tem leito de terapia intensiva. Foi solicitada transferência para Manaus, mas inicialmente não houve retorno porque há fila de espera por leitos no estado.

Na madrugada da terça, 26, a situação ficou ainda pior, e ele teve uma parada cardíaca, tendo sido levado às pressas para Manacapuru, cidade-polo da região. Lá, Emerson foi intubado e estava internado.

“Em Manacapuru, onde ele estava, pelo agravamento, era necessário aguardar estabilizar a situação para transferir. Já tinha um leito certo de UTI, em Manaus para transferência. E hoje, às 1h, ele estava com situação boa. Agora pela manhã estava saturando 98%, mas agora informaram que ele faleceu”, afirmou o enfermeiro.

Na manhã de hoje, a irmã de Emerson, Eliane, chegou a mandar um áudio à reportagem confirmando que Emerson tinha apresentado melhora no quadro de saúde e, por conta da saturação mais alta, estava apenas esperando a ambulância para a transferência. Porém, poucos minutos depois, ela mesma informou da morte.

“Ele é a joia, a luz da minha vida e da nossa família. Queremos devolver ele com vida para minha mãe”, disse Eliane, um dia antes do óbito.