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19 de novembro de 2021
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Danilo Alves – Da Cenarium

BELÉM (PA) – De janeiro a julho de 2021, no Pará, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), registrou 6.172 casos de estelionato. Esse resultado representa um crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 4.358 ocorrências. Entre os crimes mais recentes investigados pela Polícia Civil (PC), foi a prisão de um grupo de criminoso que desviou R$60 milhões de 500 clientes no estado, após aplicarem golpes no ramo de investimentos.  

O delegado Almir Alves, da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor), de Polícia Civil, disse que Olavo Renato Martins Guimarães, preso no estado de São Paulo, nesta quinta-feira, 12, utilizava documentos falsos para dar garantias às vítimas. “A associação foi criada aplicando o golpe em várias vítimas, prometendo lucros muito acima do valor de mercado, e quem investia mais de R$100 mil, teria imóveis como garantia, mas isso não existia, os documentos eram fraudulentos, e as pessoas tiveram o sonho destruído”, explicou. 

Olavo Renato Martins Guimarães, 44, apontado como chefe do esquema foi preso em SP (Foto: Divulgação/Agência Pará)

A prisão ocorreu durante segunda fase da “Operação Wolf” da Polícia Civil do Pará, com apoio da polícia paulista. Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido, apreendendo documentos, aparelhos celulares e computadores, que segundo o delegado Almir Alves, “serão juntados ao inquérito”. “O acusado está sendo ouvido e colaborando com as investigações”, afirmou.

A polícia representou pelo bloqueio de bens do suspeito, no valor de cerca de R$43 milhões, que deve ser usado para ressarcir as vítimas. Uma delas foi José Júnior, 35, investidor que disse ter sofrido prejuízo de R$100 mil com o grupo criminoso. “Era uma espécie de pirâmide financeira, prometendo lucros acima do mercado. É preciso muita cautela, pois não existem essas vantagens colocadas com lucros muito acima, é preciso fazer pesquisa antes e ter muita atenção nesse tipo de oferta. Eu investi R$100 mil, e recebi lucro nos primeiros três meses, cerca de R$7 mil, mas logo em seguida, os pagamentos pararam de ser debitados”.  

Olavo Renato Martins Guimarães, 34, aptado como chefe do esquema, foi preso na cidade de Indaiatuba, município que fica a 102 quilômetros da capital paulista. Mais duas pessoas foram presas no estado do Pará, uma em Belém e outra no município de Ananindeua, na Região metropolitana. Os suspeitos devem responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Confira vídeo do suspeito sendo conduzido à delegacia, em SP:

Preso grupo de criminosos que desviou R$60 milhões de 500 clientes no estado, após aplicar golpes no ramo de investimentos (Vídeo: Divulgação/Agência Pará).