22 de janeiro de 2021

Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

MANAUS – O prefeito de Itacoatiara, Jorge Abrahim (PSC), decretou no município toque de recolher entre 21h e 5h para diminuir os casos de Covid-19. A cidade já ultrapassou mais de 3 mil casos da doença e 105 óbitos. A medida vem sendo adotada por outros prefeitos do interior do Amazonas, entre os prefeituráveis que também decidiram pelo toque de recolher, estão Iranduba, Alvarães e Parintins.

O Amazonas está passando por um novo pico da doença, com hospitais particulares e públicos trabalhando no limite dos atendimentos. No domingo, 10, o Estado registrou 965 novos casos de Covid-19, totalizando 213.961 casos da doença no estado. Segundo o boletim da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), foram confirmados 32 óbitos por Covid-19, sendo 22 ocorridos no sábado, 9, e dez encerrados por critérios clínicos, de imagem, clinicoepidemiológico ou laboratorial, elevando para 5.701 o total de mortes.

A medida anunciada pelo prefeito Jorge Abrahim é para que o município não sofra com a falta de leitos clínicos e de Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). No decreto estabelece que seja obrigatório o uso de máscara em estabelecimentos públicos e privados.  Ficam proibidos o funcionamento de bares e botecos, a realização de eventos de formatura, aniversários e casamentos.

“As medidas estabelecidas por este Decreto, fundamentadas em indicadores técnicos, tem a finalidade de disciplinar o funcionamento das atividades econômicas, tendo como diretrizes a garantia de segurança da população, a capacidade do Poder Público em prestar serviços de atendimento aos cidadãos, notadamente na área da saúde, e a necessidade de restrições ao pleno funcionamento das atividades econômicas”, diz trecho do decreto.

Fica mantida somente aberto os estabelecimentos essenciais como supermercados, padarias e farmácias. O transporte fluvial poderá fazer o translado somente com 50% da capacidade das embarcações. Quem descumprir as medidas estarão sujeitos à multa diária de 2.500 reais e da perda do alvará de funcionamento.

Superlotação

Em Manaus, o sistema de saúde público e privado já trabalham no limite para atender o público, quatro unidades particulares suspenderam o atendimento ao público por conta da lotação, foram: Hospital Adventista de Manaus, Checkup, Hospital Santa Júlia e Unimed. Outra unidade que enfrenta lotação é o Hospital Militar de Manaus que instalou tendas na parte externa para atender os militares da ativa.

Já a rede pública, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), está com 95% dos leitos reservados para pacientes com Covid-19 ocupados. Por conta desse aumento no sistema público, o Governo do Amazonas anunciou a reabertura do Hospital Nilton Lins.

Decreto-no-029-Covid

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