8 de março de 2021

Priscilla Peixoto – da Revista Cenarium

MANAUS- A categoria de professores e pedagogos de Manaus se reuniu na última sexta-feira, 5, em Assembleia Geral Extraordinária Virtual, para debater o retorno das aulas e as datas nas redes estadual e municipal de ensino. Entre as pautas abordadas, a exigência de vacinação imediata e o retorno às aulas somente de forma virtual.

Segundo o coordenador da Associação Sindical dos Professores de Manaus (Asprom), Lambert Melo, a luta sobre a volta às aulas no estado tem sido árdua. “Não estamos com condições psicológicas para retornar ao trabalho educacional, pois nesse momento estamos preocupados em preservar nossa saúde”, diz Melo.

“Só neste mês, já tivemos cerca de 60 professores e trabalhadores da educação. Somando às mortes do mês de janeiro, com as do ano passado, temos 100 profissionais que perderam suas vidas. Um impacto imenso para a categoria, pois não há nenhuma programação para professores, não estamos inseridos em nenhum grupo de prioridade”, lamenta o professor.

Custos

Além do medo de contrair a doença, a categoria afirma que a maioria dos profissionais enfrentam dificuldades financeiras. “Neste momento, além de todo abalo psicológico, estamos endividados cuidando de nós mesmos e dos nossos familiares que contraíram a Covid-19. Fato que gera custos a mais”, revelou.  

Em trecho da nota, a Asprom afirma que para a volta às aulas online, materiais como computador, pacotes de internet, consumo de energia elétrica devem ser custeados pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc).

“Estabelecer como condição para se discutir qualquer possibilidade de retornar com aulas presenciais a execução de vacinação em massa da categoria e de toda a comunidade escolar. Criar uma campanha para exigir a vacinação imediata como prioridade da categoria”, diz a nota.

Confira a nota na íntegra:

Nota pede o custeio das aulas online. (Reprodução/Internet)